Buscar a cara metade via agência de encontros

Agências de encontro em expansão

Quem está há tempos em busca de um namorado tem quase sempre a mesma reclamação: é difícil encontrar uma pessoa que queira um relacionamento sério. Cansadas de tentativas mal sucedidas, muitas pessoas têm recorrido às agências de encontros e relacionamentos.

A Lunch For Two, por exemplo, está no mercado desde 1996 e tem notado que o aumento anual em seus cadastros chega a 20%. "Cada pessoa que nos procura tem sua própria motivação, mas de modo geral, podemos notar que os clientes estão cansados de sair à noite ou de serem apresentados a outras pessoas solteiras que não têm nada a ver com elas (a não ser pelo único fato de também estarem solteiras)", explica Mariana Yamada, gerente geral da agência de encontros que possui escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Elizângela (nome fictício), executiva de 34 anos, se cadastrou na Lunch For Two e depois de dois meses conheceu seu primeiro pretendente. "Eu fui morar fora do país para fazer MBA e quando retornei ao Brasil senti dificuldade para encontrar alguém especial. Não tinha mais paciência para ir bares ou baladas. Sem contar que nestes lugares as relações são muito casuais e não era o que eu queria", conta.

Ao ver uma reportagem da agência de encontros numa revista, Elizângela resolveu apostar, ciente de que poderia dar certo ou não. "O primeiro rapaz era legal, mas não deu certo. O segundo estava dentro do que eu buscava, mas saímos apenas uma vez. E o terceiro deu certo e estamos juntos há quatro meses", revela. "Estou satisfeita. Ele é muito bacana e nós dois estamos cheios de planos."

A executiva comenta que não é todo mundo que deseja um relacionamento sério. "Isso depende do momento que a pessoa está vivendo. Mas na Lunch eu tinha certeza de que todos os cadastrados tinham o mesmo objetivo", diz. "Dá para encontrar pessoas dispostas a ter um relacionamento na noite, mas o caminho é mais longo. É preciso conhecer a fundo as intenções delas."

A cliente diz que no Brasil há muito preconceito quanto a esta iniciativa, mas lembra que este é um serviço como qualquer outro. "É como lavar roupa. Se eu não tenho tempo, vou procurar uma lavanderia. Eu não tenho tempo, trabalho muito e investi na empresa para poder utilizar melhor meu tempo vago". E declara: "O investimento é alto, mas a empresa seleciona muito bem as pessoas. Hoje acho que este valor nem é tão caro comparado a tudo o que a Lunch me proporcionou".

Lunch For Two

A empresa conta atualmente com 3.500 clientes, com idades que variam de 30 e 60 anos. Cerca de 60% deste total é composto por mulheres. E para felicidade de quem tem seu cadastro na agência, Mariana revela que a taxa de sucesso no primeiro encontro é de 70%, o que é um número bastante alto.

"A Lunch For Two nada mais é que um facilitador para que as pessoas encontrem alguém verdadeiramente compatível com o que estão buscando", diz a gerente. "O objetivo dos clientes é, fundamentalmente, encontrar um parceiro para um relacionamento sério e estável. Mas alguns comentam que, enquanto não encontram a pessoa exata, têm a oportunidade de, no mínimo, conhecer alguém interessante".

Para desfrutar dos serviços da agência, o interessado entra no site e faz um rápido pré-cadastro. Depois, recebe uma ligação da Lunch For Two para conhecer pessoalmente a agência, o serviço e tirar as dúvidas. Em seguida, é feita uma entrevista em profundidade com o cliente, para elucidar seus interesses e aspirações. O serviço custa R$ 4.950,00 e o contrato tem a duração de 18 meses.

Um dos serviços oferecidos pela agência é o de coaching, que funciona como um aconselhamento. "Às vezes, o cliente tem alguma insegurança ou algo do gênero e a nossa equipe de psicólogas pode ajudar", comenta Mariana.


A gerente geral garante que agências de encontros como a Lunch For Two não possui os riscos encontrados em sites de relacionamento. "Aqui fazemos uma completa verificação de idoneidade creditícia, cartorial e criminal, o que praticamente inibe a chance de conhecer alguém casado, por exemplo", explica. "Há ainda o sigilo absoluto com relação ao banco de clientes. As informações não estão disponíveis em nenhum lugar, nem mesmo para os demais clientes da empresa".

Por Juliana Falcão (MBPress)

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