Bloquear o ex da vida online

Bloquear o ex da vida online

Parece que o mundo vai cair quando ele decide que não quer mais continuar o namoro. Você fica sem chão e por dias nem quer sair de casa. Esquecê-lo não será um passe de mágica, mesmo porque o perfil dele em seu Orkut, Twitter e Facebook, continuam no seu computador. E o hábito de investigar a vida do ex passa a ser uma tentação, um tanto masoquista.

Assim aconteceu com Mariana Pinho, 32, após dois anos de namoro. "Só quando terminou que comecei a ver o perfil dele no Orkut. Descobri que ele tinha várias amigas, era muita mulher. Eu que nem tinha conta lá entrei também e comecei a investigar", conta.

Na época, quando a professora tinha 27 anos, sua vida se tornou um verdadeiro martírio. Olhar fotos e scraps fazia parte da sua rotina, o que agora Mariana acredita ser algo doentio. "Principalmente porque fui descobrindo que ele começou a freqüentar várias baladas, foi parar no Carnaval de Salvador, coisa que não fazíamos quando estávamos juntos. Ou seja, ele terminou para cair na gandaia". Para Mariana, pior ainda foi quando descobriu que ele estava namorando. "Comecei a ler todos os scraps. Entrei no perfil de todas as amigas dele, e assim descobri a nova mulher. Ainda por cima acompanhei o namoro dos dois durante um mês. Declarações, recadinhos. O mais engraçado foi ver que ele falava as mesmas coisas, usava as mesmas músicas...".

Enquanto Mariana observava detalhes como esses, o único sentimento que ela tinha era raiva de si própria. O jeito foi entrar de cabeça na terapia. "Foi muito sofrimento. Percebi que tudo era falso. Namorava com uma pessoa que eu não tinha ideia de quem era, que só descobri através da internet", relata.

Conforme Sergio Savian (http://www.sergiosavian.com.br), terapeuta e escritor especializado em relacionamentos, muitas mulheres acabam se torturando quando buscam informações sobre a vida do ex. "Neste sentido, as redes de relacionamento são uma fonte de "pesquisa" e investigação. Apesar do relacionamento ter acabado, muitas mulheres sentem-se no direito de interferir na vida do outro. Eu diria que isto é um problema que deve ser tratado". O terapeuta diz que situações como essa são comuns em seu consultório e na maior parte das vezes é feito um trabalho para que se mude o foco.

"É um ótimo momento para se conhecer melhor, de compreender a dor emocional e ultrapassá-la. Ao invés de ficar se lamentando, é um bom momento para se fortalecer, para se dedicar ao desenvolvimento dos seus talentos, de abrir espaço para novos rumos na vida e até para novas amizades", aconselha.

Além ajudar a superar o fim do relacionamento, a terapia ajudou Mariana entender outras questões - o namoro não deu certo porque os dois eram pessoas muito diferentes. "Mais ainda, que eu estava atraindo parceiros errados, não eram o tipo de homem que eu desejava ter ao meu lado". Na hora da conquista, a professora se aproximava de homens sedutores, quando, na verdade, o que ela queria mesmo era um relacionamento de cumplicidade e respeito.

No caso da publicitária Julia Santos, 25, o relacionamento acabou de vez porque ele ia se mudar do país. "Não aceitei ter um relacionamento à distância e, meses antes dele embarcar, o contato era só por MSN. Quando tinha algo estranho no ar, depois das nossas conversas, eu corria para o Orkut, mas não descobri muita coisa. Acho que se não fosse essa possibilidade de manter contato via internet, sem dúvida iria esquecê-lo mais fácil", conta.

Na opinião de Sérgio, quando a mulher está de bem consigo mesma na maioria das vezes a separação não se torna tão dolorosa. "Mas, se tem um comportamento mais dependente e acreditou que o outro é sua principal fonte de felicidade e vida, pode ser que enfrente dificuldades". Aceitar a vida sem ele ficará bem mais difícil, assim a espiadinha é inevitável.


Ex-blocker

Corte então o mal pela raiz. Uma ferramenta vai te ajudar nisso. Para acabar com a síndrome de investigar a vida do ex, instale na sua vida online o Ex-bloker. Em segundos você faz o download e preenche um cadastro com o endereço do "dito cujo" no Twitter, Facebook e até blog. Aí você fica proibida de entrar na vidinha dele. Simples, não?

Por Juliana Lopes

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