Arte da conquista - reveja as suas atitudes!

Arte da conquista

Foto: Corbis

Ah, que mulher não gostaria de ter um amigo que falasse sempre a verdade sem papas na língua e ainda desse conselhos super bacanas sobre como lidar com o sexo masculino? É mais ou menos com essa pretensão que o escritor Edson Rossatto reuniu no livro "Toques para Mulheres" algumas de suas crônicas sobre o complexo universo feminino.

Misturando situações reais e ficcionais com doses de bom humor e verdade, Edson aborda situações diversas que norteiam os relacionamentos entre homens e mulheres, motivando as leitoras a refletirem sobre suas próprias atitudes.

"Eu postava as crônicas no blog "Toque para Mulheres" e muitas seguidoras comentavam online o que eu escrevia e, às vezes, sugeriam novos trechos, que me ajudaram a refinar os textos que compuseram o livro", conta o autor. "Costumo dizer que "Toque para Mulheres" foi escrito por Edson Rossatto e amigas", completa.

Em uma das crônicas do livro Edson precisa dizer para uma amiga se ela é namorável ou comível. Ao falar do assunto para o Vila Mulher, o escritor é bem amplo diz que são as atitudes que rotulam uma mulher de uma maneira geral. "Se o objetivo é somente sexo e o outro está em sincronia, ela é comível e tudo bem. Mas se ela pensa em ter uma relação mais profunda e duradoura, que tal fazer o rapaz a valorizar através da conquista?", pensa.

Quer as dicas? Anote: "Aquele joguinho de sedução, com respostas e ações dúbias, ajuda muito nisso. Deixar o outro com um ‘será?’ na cabeça é eficaz para essa valorização", opina Edson. "Depois disso, aos poucos, com a relação ficando mais íntima, o ideal é agir convencendo o outro de que tudo é feito porque ele é especial. Aí a pessoa se torna namorável. Eu digo ‘pessoa’ porque isso não é exclusividade da mulher."

Rossatto é um dos homens que não se diz assustado com as mulheres modernas, mas sim atraído por essa pessoa capaz de administrar ao mesmo tempo uma imensidão de tarefas, na maioria das vezes com bom humor e simpatia.

"A mulher tem uma fibra natural que merece ser reconhecida. E acho que elas sempre serão injustiçadas em relação aos homens. Durante a gestação, por exemplo, elas sentem dores e desconfortos, enquanto nós acompanhamos tudo isso de fora", comenta. "Sem contar que quando o homem vira pai sua carreira permanece intacta. Já a da mulher muda muito, a ponto de ela largar tudo para assumir somente o papel de mãe."

E se o universo feminino mudou o masculino não ficou atrás. Homens e mulheres estão em luta por igualdade, o que ajudou a repaginar alguns costumes. Tanto é que o tema cavalheirismo é bastante citado no livro. O escritor lembra que nos anos 40 os homens bancavam as mulheres. Mas com a equiparação salarial, que mal tem a conta ser dividida? "Se o garçom traz a conta e a mulher não demonstra a intenção em dividi-la, o homem vai pagá-la integralmente. Ele não vai dizer: ‘olha, deu tanto para cada um’", diz.

Porém, a situação levará o homem a ficar com um pé atrás em relação à garota. Segundo Rossato, ele visualizará naquele primeiro encontro um futuro em que ele será aproveitado por ela. E se a situação se repetir num segundo encontro, pode ser que não exista um terceiro. "Claro, há homens que não se importam com isso. Mas, atenção: em alguns casos, eles esperam uma recompensa quando bancam a mulher..."

Por esse motivo, Edson defende que o uso do cavalheirismo tem relação com o bom senso e que as ações devem beneficiar os dois lados da relação. Abrir a porta do carro não precisa ser uma constante, mas de vez em quando não faz mal a ninguém. "O mesmo acontece quando as partes moram em lugares distantes. Em vez de um sair para buscar o outro, porque os dois não se encontram no local? Economizariam tempo e se estressariam menos."

No quesito comportamento o equilíbrio também é necessário. Se a mulher não é mais a frágil, o homem também não é mais o bruto. Sem sensibilidade, não há relacionamento. Rossatto usa como exemplo uma ida ao cinema para assistir a uma comédia romântica. O rapaz ia obrigado, apenas para "escoltar" a namorada. Hoje não. "As mulheres querem homens que as acompanhem de verdade em seus programas. Querem comentar com eles sobre a trama do filme e trocar opiniões", ressalta.

Outra dificuldade apontada pelo escritor é como os homens podem ser sinceros sem serem. Ele exemplifica: quando a mulher faz a pergunta: "acha que estou gorda?" causa polêmica. "Não entra na cabeça do homem que uma pergunta simples precise de uma resposta tão bem pensada que não ofenda e, ainda assim, passe credibilidade", dispara. "Responder ‘não está gorda não’ é insuficiente para elas. Também é difícil entender as mulheres na época da TPM. A sensibilidade delas vai ao extremo!"

Ah e se você é daquele tipo de mulher que fica curiosa para saber sobre o que os homens falam numa mesa de bar, Edson revela: "Por mais estranho que possa soar, homens não comentam muito de suas parceiras com os amigos. Por que falar intimidades da mulher com quem vai se casar? Bate um pouquinho de ciúmes até do que o outro possa pensar", diz. "Acho que os assuntos mais frequentes são relacionados a ‘reclamações’, como o tempo que a mulher demora para se arrumar para sair" , pensa.

Por Juliana Falcão (MBPress)

Comente