Amores Platônicos

Amores Platônicos

“Um amor platônico é caracterizado em primeiro lugar pela idolatria e idealização do ser amado. A pessoa chega a gostar e admirar tanto o outro que passa a achá-lo perfeito e não enxerga seus defeitos. O amado fica sempre em primeiro lugar”, define a psicóloga Ana Maria Cabrera.

Esse “tipo de amor”, também foi assim definido pelo filósofo Platão, que acreditava na existência de dois mundos: o real e o ideal. O amor platônico acontece no mundo ideal, ou seja, não passa das idéias, é aquele que nunca será concretizado. Começa com a atração por alguém e, em seguida, já se faz planos para passar a vida inteira com a pessoa. É uma mistura de sentimentos em exagero, que muitas vezes tende a ficar em segredo. A pessoa age de uma forma que agrade a pessoa amada.

Gabriela Gomes, de 23 anos, passou por essa experiência aos 18. “Ele treinava futebol comigo e rezava para chegar os dias de treino só para vê-lo. Eu queria me aproximar, mas era muito difícil. Gostava muito e nem sabia explicar o motivo. No auge da minha paixão, ele era a única coisa que eu enxergava. Com o tempo, fui vendo algumas coisas erradas nele e isso me desencantou, pois antes o achava perfeito. Porém, eu ainda acho que ele é o amor da minha vida”, conta a jornalista.

Romântico em demasia, na maioria dos casos, o amor platônico revela imaturidade emocional, pois vive-se a ilusão da perfeição do ser amado em uma relação idealizada e que pode não se concretizar. Dificilmente um amor com estas características sobrevive às frustrações e dificuldades da realidade.

Segundo Ana Maria Cabrera, a mulher costuma ter esse sentimento na juventude. Ele não tem tempo de duração e só acaba quando o apaixonado reconhece os erros e defeitos do amado. Aí vem a decepção, que é dolorosa, mas necessária para o amadurecimento de futuras relações amorosas que a pessoa venha a ter.

Fonte - MBPress

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