Amor patológico também na vida real

Amor patológico também na vida real

Parece que só existe em novelas, mas não é nada disso. O amor patológico é uma doença grave, especialmente porque na maioria das vezes as pessoas não têm a noção que tem o problema.

Tatiana Ades, psicanalista e especialista em relacionamentos explica que "o amor patológico, é aquele que não é saudável, no qual a codependência afetiva se torna presente e o outro se transforma no centro de nossas vidas, chamo esse processo de cegueira emocional".

Autora de livros sobre o tema (HADES - Homens que amam demais, e mais recentemente, Escravas de Eros) Tatiana explica que há várias formas de se detectar um amor doentio. "O congelamento emocional no qual mesmo diante dos absurdos cometidos pela pessoa problemática o codependente mantém-se cego; a necessidade obsessiva de controlar a conduta do outro; um profundo sentimento de incapacidade; entre outros".

Segundo Tatiana, as pessoas tendem a permanecer num relacionamento destrutivo, percebem que algo está errado, sentem-se infelizes, mas incapazes de colocar um ponto final. "Essa incapacidade já faz parte do problema, continuar sofrendo e infeliz num relacionamento destrutivo, mostra o quanto a autoestima da pessoa está baixa e é necessária a ajuda profissional urgente".

De acordo com a especialista, a melhor ajuda é a terapia. O primeiro passo é assumir que a doença existe e o segundo é buscar auxilio de um profissional e os grupos de apoio anônimos, como o MADA (mulheres que amam demais anônimas), o CODA (codependentes anônimos) e atualmente o HADA (homens que amam demais anônimos).


"É impossível conseguir amar de forma saudável se estamos doentes, é importante manter sempre atividades que gostem de fazer e nunca abandonar nada por causa do outro, lembrem-se que o outro deve ser complemento saudável de sua vida e não o centro da mesma. Busque ajuda o mais rápido possível, amar demais é um vicio tão perigoso quanto qualquer outro e pode ser fatal", conclui.

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