Amor patológico: até que ponto sofrer?

Amor patológico até que ponto sofrer

O mais longo caso de cárcere privado do estado de São Paulo que ocorre em Santo André, esta semana, chama novamente a atenção para um mal que ainda faz muitas vítimas: o amor patológico. Para quem não está a par, o caso é liderado por um rapaz de 22 anos que quer, a todo custo, reatar o namoro com uma menina de 15 anos. A obsessão é tanta, que ele a faz refém sob a mira de um revólver, desafiando a polícia e a sociedade.

Até onde o amor pode chegar? Como é possível desejar destruir a vida da pessoa amada? Segundo a psicóloga Lisies Jacintho, trata-se de uma doença emocional e, como tal, fica camuflada no interior de algumas pessoas até que, um dia, explode. “São pessoas muito impulsivas e instintivas, querem tudo na hora e o prazer é só imediato, tornando-se agressivas, muitas vezes sem um motivo real”.

O amor patológico exerce um domínio sobre o amado, sufocando-o e tirando-lhe a liberdade de escolha. “É um mecanismo de defesa diante da insegurança de quem é possessivo e controlador”, diz a psicóloga. Já o amor saudável é caracterizado pelo comportamento recíproco de prestar atenção e cuidar de seu amado. Quando esse comportamento se torna excessivo e a pessoa passa a fixar atenção no parceiro mais do que gostaria, abandonando até outras atividades e amigos, o amor patológico pode estar surgindo.

O tratamento, segundo a psicóloga Lisies, deve ser preventivo. “As pessoas devem tentar se conhecer melhor a partir do momento em que acham que nada nas suas vidas dá certo, reclamam de tudo, nunca terminam o que começam. Esta é a hora de buscar ajuda de um profissional habilitado que está distante do conflito emocional para viabilizar as transformações possíveis de serem alcançadas”.

Dra. Lisies Jacintho - lisieslj@ig.com.br

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Por Adriana Cocco

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