A culpa é da ansiedade, não da liberdade

Para quê tanto medo de namorar, minha gente?
medo e ansiedade de se envolver

O medo e a ansiedade das pessoas as impede de viver o amor e tudo o mais de legal que a vida tem. Pense nisso. Foto/Shutterstock

Vejo muitas mulheres reclamando da superficialidade dos relacionamentos, dizendo que todos os homens querem liberdade para ficar com todo mundo ao mesmo tempo.  E a queixa mestra: ninguém mais quer namorar “sério”.  Que monstro seria esse, minha gente? Para quê tanto medo e ansiedade?

O mistério da mente e do jeito de cada ser humano é realmente um universo particular, aliás, temos bilhões caminhando pela rua por aí. Mas a gente não imagina o quanto é complicado se relacionar de verdade com alguém, até esse alguém aparecer.  

O importante é se sentir livre. O que é a liberdade para você no quesito namoro, ou relacionamento? Ser livre é poder ficar com quantas pessoas quiser sem dar satisfação a ninguém? Ou ser livre é dar-se o direito da entrega? Ou ainda, ser livre é não fazer nada disso? Aí é que está. 

Há pessoas que preferem fugir ao menor sinal de envolvimento, mudar de país como se namorar fosse como pegar uma doença altamente contagiosa que te exclui da vida normal, do convívio social. Qual é o problema em namorar? Se der certo, deu, que maravilha, se não der certo, valeu também.

Se não quiser casar, não se case, mas não corte pela raiz algo que pode ser tão bom, mesmo que dure um mês. Complicar o que deveria ser simples é a especialidade dos seres humanos desde que o mundo é mundo, caras leitoras.

Há uma legião de pessoas andando em círculos, e com medo, se sentindo solitárias, mas incapazes de se deixar abraçar, de ir para o bar bebericar e falar sobre a vida, sobre um filme ou namorar sem pensar muito nas consequências. Isso é ruim? É tão aterrador estar com uma mesma pessoa por todo um final de semana? Isso não é perda de liberdade é alta ansiedade. 

A cena é a de milhões de participantes de uma espécie de corrida sem linha de chegada em que todos já largam derrotados. O cara quer ser livre e dispensa aquela garota que no fundo ele achou muito legal, afinal de contas ele precisa ter todas que o olhar alcança até as que passam na rua, aquelas que ele conhece na balada e quem mais ele conseguir. É quase uma função a ser cumprida, o preenchimento de um placar.

E então, já está deitado em sua cama e cheio de ressaca moral e etílica, ele pensa naquela garota que o abraçou no cinema e que chorou de mansinho enquanto ele gentilmente explicava seus motivos para eles não se verem mais. Mente para si mesmo que não liga para a garota. 

Fim da história. 

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