Saiba como é feita a laqueadura pós-parto

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Laqueaduraou vasectomia? Uma pergunta nada fácil de responder. Ambos os procedimentos requerem muita conversa entre o casal até que decidam pela melhor opção. Na matéria de hoje, vamos falar sobre a laqueadura pós-parto, para esclarecer dúvidas de quem pensa em apostar no procedimento.

O médico pode optar pelo uso de anéis, clipes de titânio, fio de sutura ou até queimar e cortar as trompas de falópio. Normalmente é realizada após uma cesárea, mas se a mulher optar por um parto normal, a laqueadura tubária pode ser feita 24h após o parto, pelo umbigo. Porém, em ambos os casos a lei é clara: é proibido fazer o procedimento no parto ou durante o aborto.

Outra técnica empregada e menos invasiva é a chamada videolaparoscopia. Neste caso, o médico administra anestesia geral e injeta gás carbônico na cavidade abdominal para introduzir o laparoscópio, aparelho que contém uma câmera, assim o especialista é capaz de fazer a obstrução das trompas sem grandes danos para a paciente.

Mas como toda intervenção, é necessário que a mulher tenha certeza de sua decisão quanto ao procedimento. As vantagens de escolher a laqueadura é que nenhum outro método anticoncepcional precisará ser utilizado. Porém, existem suas desvantagens, que podem gerar menopausa precoce, além de ser de difícil reversão.

Por ser difícil de reverter, mas não impossível, os médicos só aconselham a mulher fazer este procedimento se tem absoluta certeza que não quer mais filhos ou quando escolhe não ter filho nenhum.

A laqueadura de trompas, no Brasil, pode ser realizada quando a mulher tem mais de 25 anos e/ou dois filhos ou mais ou quando uma gestação pode agravar problemas de saúde ou colocar em risco a vida da paciente. Em pleno século 21, a lei aprovada em 1996 ainda cai como uma bomba para algumas mulheres, pois a cirurgia só pode ser feita com a autorização do marido.


Por Kelly Jamal

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