Reprodução assistida - entenda quais são tipos de tratamentos

Tipos de reprodução assistida

Hoje em dia, o casal que encontra problemas para gerar um filho naturalmente não precisa se desesperar no primeiro instante. Diversos métodos já foram descobertos e são aperfeiçoados a cada dia. A TRA - Tecnologia de Reprodução Assistida - é um grupo de tratamentos de fertilidade que envolve o espermatozóide e o óvulo. Vamos explicar para você os três principais tipos e como funcionam.

Conversamos com o diretor médico do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, o doutor Carlos Petta, que nos explicou todos os detalhes destes famosos tratamentos:

IA - Inseminação Artificial

De acordo com o doutor, a inseminação artificial se baseia em separar os melhores espermas e colocar dentro do útero da mulher na época de ovulação: "Para isso as trompas têm que estar propícias, ou seja, normais. Nesse caso geralmente são utilizados os gametas masculinos dos homens que possuem alterações não muito graves no espermograma e em mulheres que não têm causa específica para não engravidar", explica Carlos.

É um dos tratamentos mais populares e as chances de dar certo são de 15%. Lembrando que este tratamento apenas tenta devolver para a pessoa a chance natural de reproduzir.

FIV - Fertilização in vitro

É o tipo mais comum de TRA. Neste modelo, o óvulo é fertilizado fora do corpo da mulher, ou seja, o óvulo e o esperma são unidos no laboratório e formam o embrião pronto que é colocado no útero da mulher na esperança de uma gravidez bem sucedida.

A expectativa de sucesso para este tratamento é de 35% a 50% e até mais de 60% quando transferido em pacientes jovens. Neste caso, o óvulo pode ser da mesma mulher ou doado, assim como o esperma.

ICSI - Injeção Introcitoplasmática

Esta é uma variação da FIV, para quando a situação é um pouco mais crítica, por exemplo, o homem tem pouquíssimos espermatozóides. Esta técnica faz uso de uma agulha, aproximadamente sete vezes mais fina do que o diâmetro de um fio de cabelo humano, que é injetada por um embriologista diretamente dentro do óvulo.


As chances de sucesso variam de 30% a 40% e depende muito da idade da mulher tratada. Quanto mais nova a mulher maiores são as chances. O óvulo também pode ser doado, desta forma, o sangue deve ser compatível, porém o DNA é outro.

Fora estes três principais tratamentos, muitos outros já existem e outros estão em desenvolvimento. Se você se vê cercada pela situação da incapacidade reprodutiva procure um centro de reprodução humana e comece um dos diversos métodos. Apesar de as chances serem, muitas vezes, pequenas, ainda há esperança para uma nova vida.

Por Alessandra Vespa (MBPress)

Comente