Qual a hora certa para ser mãe?

Qual a hora certa para ser mãe

Existe hora certa para ser mãe? Na verdade, ter filhos aos 20, 30 ou 40 anos não importa... O que mais conta é o desejo de tê-los e a capacidade de amá-los.

A resposta para a dúvida que ainda incomoda inúmeras mulheres divididas entre o desejo de ser mãe e o adiamento da maternidade por diversos motivos vem da psicóloga Maria Tereza Maldonado, Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e autora do livro "Cá entre nós - na intimidade das famílias".

Segundo ela, a hora certa de ser mãe é definida pelo desejo que nem sempre acontece. "Há mulheres que adiam o projeto de ter filhos porque estão em conflito não apenas com o desejo de consolidar sua posição no mercado de trabalho, mas com a pressão que sentem da família e dos amigos no sentido de tornarem-se mães quando, no fundo, elas não sabem se realmente desejam ter filhos".

Foi exatamente o que aconteceu com a paulistana Juliana Silva (nome fictício). Casada desde os 25 anos, ela decidiu engravidar dez anos depois. "Na verdade, eu achava que conseguiria conciliar meu trabalho com a maternidade. Mas não me sentia na obrigação de ter filhos apenas para atender à expectativa da família. No momento em que senti falta de um filho na minha vida, decidi sem problemas que era hora de engravidar".

Vantagens e desvantagens em tornar-se mãe aos 20 ou aos 40 anos dependerão caso a caso, diz a psicóloga Maria Tereza. "Para as mulheres que consideram a maternidade como um projeto prioritário ter filhos em torno dos 20 anos é positivo, por estarem muito dispostas e disponíveis para cuidar do bebê; por outro lado, para as que estão com a maior parte de sua energia vital voltada para o trabalho e a carreira, ter filhos mais tarde pode ser a melhor opção. No processo de decisão, é recomendável examinar com atenção os prós e os contras no contexto de vida em que se encontram no momento para avaliar as vantagens e desvantagens de cada opção".

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E para aquelas que, jovens ou mais maduras, visam condições plenas e simultâneas de se satisfazerem como mães e profissionais, atendendo todas e quaisquer necessidades físicas e psicológicas dos filhos, aí vai a boa notícia. "Satisfazer totalmente as próprias necessidades e as dos filhos é uma meta impossível de ser alcançada, além de desnecessária. Ser mãe é uma composição de créditos e débitos, falhas e acertos. As crianças não precisam de mães perfeitas: precisam ser amadas, bem cuidadas e tratadas com respeito por mães humanas e, portanto, falíveis", diz Maria Tereza Maldonado.

Por Adriana Cocco

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