Planeje a sua gravidez

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Se você já está pensando em ser mãe saiba que é preciso fazer um check-up antes mesmo de tentar engravidar. Procure o seu ginecologista e se programe. Ele vai avaliar o seu estado de saúde, disfunções genéticas e a necessidade de prescrever vitaminas. Felipe Luis Calvillo, ginecologista do Hospital de Brasília, explica a finalidade dos exames pré-concepcionais:

Hemograma completo - é importante para que o especialista faça uma avaliação geral da saúde da mãe.

Urina - ele detecta alguma infecção urinária, pois se não forem tratadas causam contrações uterinas ou até o parto pré-maturo.

Fezes - este tipo de exame tem o objetivo de detectar alguma verminose, que está relacionada à perda de ferro, mineral importante para a formação do bebê.

Tipagem sanguínea - mulheres com RH negativo podem ter filhos com RH positivo (no caso, se o pai for RH positivo). O problema acontece na hora do parto, quando a mãe entra em contato com o sangue do filho e desenvolve anticorpos para RH, o que prejudica a segunda gestação do bebê, caso o outro filho também seja RH positivo. A vacina reduz esse risco.

Glicemia de jejum - avalia se a mulher tem diabetes, mesmo que ela não apresente sintomas. “A doença pode até passar despercebida durante a vida da mulher, mas se ocorre na gravidez, causa má formação do bebê ou mesmo abortos espontâneos”, explica o ginecologista.

Rubéola - quem já teve a doença e foi vacinada, não há problemas. Contraí-la durante a vida também não causa muitas complicações. Conforme o ginecologista, a doença se torna grave se adquirida durante a gravidez. Por isso é preciso tomar a vacina três meses antes. Caso ela ocorra no início da gestação, Calvillo lembra que se o tratamento for feito nos três primeiros meses, as chances de prejudicar o bebê são mínimas.

Toxoplasmose - é transmitida a partir do contato com fezes de animais, principalmente de gatos. Quem já tem anticorpos, não há problemas. Mas se não é o se caso, evite mexer muito na terra, manipular fezes de animais e alimentos crus. Caso ocorra durante a gravidez, o tratamento que diminui bastante as chances de prejudicar o bebê.

Citomegalovírus - quem nunca teve contato com o vírus deve prestar atenção, mesmo porque não há vacina. “Na verdade pode causar uma simples gripe nas mulheres, mas se for transmitido durante a gravidez, causa problemas de audição, visão ou até o óbito do bebê”, alerta.

Hepatite B - quem não tem anticorpos deve ser vacinada. Não há riscos de má formação no feto, o problema acontece mesmo na hora do parto. Caso o vírus seja transmitido da mãe para o bebê, é preciso que a criança tome a vacina.

Sífilis - quando diagnosticada antes da gravidez, o tratamento desta DST é feito apenas com antibióticos. Mas se a mulher obtém a doença durante a gestação, a mãe corre o risco de ter aborto espontâneo ou mesmo o bebê morrer dentro do útero.

HIV - o vírus da AIDS pode ser transmitido durante a gestação. Daí a importância desse exame antes da gravidez e no pré-natal. O ginecologista ressalta que se o HIV for transmitido no parto, às chances de sobrevivência do bebê são quase de 100%! Isso acontece porque a criança recebe medicamentos anti-retrovirais logo que nasce, não tem contato no parto - que deve ser cesariano - e ainda não é amamentada pela mãe contaminada.

Por Juliana Lopes

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