Mãe workaholic

Mãe workaholic

Mãe, esposa, profissional. Nos últimos anos tem sido cada vez mais comum encontrar mulheres multitarefas. Capazes de surpreender os homens mais modernos e de afugentar os típicos machistas, elas não deixam a peteca cair e driblam qualquer tipo de obstáculo para manter seu espaço e defender aqueles que amam.

Leda Blagevitch tem 46 anos e é diretora de novos negócios da Asyst International. Ela começou a trabalhar aos 16 anos. Com o casamento e a chegada dos filhos - hoje ela tem uma universitária e um menino de 11 anos -, Leda passou a se cobrar muito. Mas revela: nada como a maturidade. "Os 30 de mercado de trabalho e a estabilidade financeira, emocional e física começam a ter seus pesos muito bem definidos. O equilíbrio tornou-se prioridade", explica.

Mas por conta do excesso de atividades, o estresse pode sim bater à porta. Sem contar que a sensação de que a própria vida está sendo deixada de lado contribui para que a mulher fique insatisfeita e depressiva. Mas este não é o perfil das nossas entrevistadas. "Sou workaholic sim, mas respeito muito meus momentos de lazer. Cuido da minha saúde, fazendo academia e caminhada, e procuro muito participar da vida dos meus filhos, levando-os à faculdade e colégio e jantando com eles todos os dias", conta Leda.

É seguindo essa disciplina que a gerente de desenvolvimento de negócios do ParPerfeito, Clarissa Assumpção, 27 anos, casada há pouco mais de dois, pretende logo, logo acumular o papel de mãe. "Sei que vai ser difícil, mas como tudo na vida, é possível flexibilizar". E alerta: "A responsabilidade de criar um ser humano é enorme, mas abrir mão da sua carreira e da sua vida pelo filho não é o melhor caminho, pois, em minha opinião, as crianças se tornam dependentes e as mães frustradas a longo prazo".

Leda também opina sobre o assunto: "Não há necessidade nenhuma de escolher entre ser mãe ou profissional, pois ambos os papéis são possíveis. A mulher estuda, se forma, se especializa e jamais se contentará em subutilizar todo esse conhecimento ficando apenas à disposição dos filhos. Neste caso será talento desperdiçado", afirma. "Também uma profissional pode não ser plenamente realizada se tiver o sonho de construir uma família e não passar por essa experiência. Dá trabalho, mas se for estrategista como é no mercado de trabalho, as duas funções se tornam administráveis",

completa.


Cheia de planos e satisfeita com a vida que escolheu, Clarissa comemora a fase atual do publico feminino. "Hoje somos capazes de lidar com pressão, com cobranças e com o estresse do dia-a-dia sem perder o ritmo. A mulher moderna tem jogo de cintura, atitude, opinião e é objetiva em todos os campos da sua vida."

Juliana Falcão (MBPress)

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