Mãe solteira por opção: egoísmo ou ato de coragem?

Mãe solteira

Foto: Buero Monaco/Corbis

Ao passo que hoje em dia há mulheres que nasceram para serem mães e buscam uma família há também muitas outras que querem ser mãe solteira por opção, sem necessariamente ter um companheiro ao lado.

Prova viva disso é a cantora e ex-paquita Catia Paganote, de 37 anos, que leva uma vida completamente feliz com sua filha, Valentina, de 3. A sapeca garotinha nasceu de uma noite única que Cátia teve com um amigo. Como a vontade de ser mãe já tinha passado por sua cabeça anteriormente, ela aproveitou o ensejo e deu continuidade à inesperada gravidez.

Com o apoio da família, principalmente da mãe, que a acolheu novamente em sua casa para que os cuidados fossem dados, ela teve a bebê em 2011, com toda a tranquilidade de uma gravidez sem preocupações. "Continuei fazendo os shows, mesmo barriguda. Parei um tempinho, de dois a três meses depois do parto, mas foi uma gravidez bastante saudável. Engraçado que saí da academia, fui para o exame rotineiro com a médica e ela me encaminhou ao hospital. Foi tudo muito tranquilo", relata Catia.

Mas o contato com o pai existe na vida da criança. "Nos aniversários ele vem, uma vez por ano, mais ou menos, só não há o contato diário, afinal, ele mora em outro estado. A Valentina não sente falta porque nunca cresceu com ele, não foi uma separação, mas ela sabe de tudo", afirma a cantora.

Conheça os métodos de reprodução assistida

Para as mulheres que não tem parceiros que queiram participar do projeto de um filho sem interferir em sua criação, existem as opções de reprodução assistida, como a fertilização in vitro e a inseminação intrauterina. Esses procedimentos são possíveis em qualquer mulher em idade reprodutiva, que no Brasil é considerada até os 51 anos.

Fertilização in vitro

Nesse processo, a união do óvulo com o espermatozoide, neste caso recebido de doações, ocorre no laboratório, onde o embrião formado fica de três a seis dias no laboratório, em um ambiente que imita o corpo da mulher em temperatura, umidade, etc. Depois desse período, ocorre a transferência para o útero feminino, onde pode ou não ocorrer a implantação, que é o fenômeno em que o embrião se prende ao útero.

Inseminação Artificial

Edward Carrilho, da clínica Engravida (www.engravida.com.br), especializada em reprodução humana, explica: "Em caso de a infertilidade proceder de obstruções das trompas, ligadura tubárea ou alterações graves no espermograma, a fertilização in vitro é a técnica mais indicada".

Inseminação intrauterina (inseminação artificial)

"Para a inseminação intrauterina, precisamos de pelo menos uma tuba saudável, ovário funcionante e um sêmen com bom potencial", alerta o profissional. Depois de cumpridas essas exigências, o sêmen - preparado e melhorado em laboratório - é colocado dentro do útero no momento da ovulação.

Os riscos desses procedimentos consistem em múltipla gestação e a chamada síndrome de hiperestimulação ovariana, que pode trazer desconfortos durante a estimulação do útero para a produção de óvulos que acontece antes de cada processo. "A hiperestimulação ovariana pode levar a internação hospitalar, mas tanto ela quanto a múltipla gestação podem ser evitadas com um bom seguimento durante o tratamento", explica Edward.


Já os grandes benefícios dessas técnicas - além de permitirem a produção independente - são a possibilidade de realizar análise genética nos embriões, para evitar alguns tipos de doenças, e a possibilidade de congelamento dos óvulos fecundados para gestações futuras.

"É importante salientar que após o tratamento a gestação segue normal e deve ser encarada dessa maneira. Salvo raras exceções, nas quais deve ser realizado pré-natal de alto risco, as gestações podem ser conduzidas por pré-natal normal e a mulher pode, inclusive, tentar o parto normal", completa o especialista.

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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