Dicas para preservar a fertilidade feminina

Dicas para preservar a fertilidade feminina

Depois de compartilhar a vida juntos, com o casamento oficializado ou não, chega um momento que o casal sente vontade também de dividir a sensação de ser pai e mãe. Se passado um ano de vida sexual ativa, sem usar métodos contraceptivos, e a mulher não consegue engravidar, pode ser um sinal de que o casal tenha problemas de fertilidade. É hora de buscar auxílio médico.

E ao contrário do que se imagina, a dificuldade de ter um filho não é somente por conta da mulher. Para se ter uma ideia, nos casos de infertilidade, 40% são motivados por problemas na mulher, 40% por problemas no homem, 10% por problemas em ambos e 10% por causas indefinidas.

Nos homens, vários fatores podem comprometer a fertilidade, principalmente os que estão relacionados à qualidade de vida como o estresse, o uso de anabolizantes, o tabagismo, as drogas e o álcool. O uso de anabolizantes, por exemplo, pode prejudicar o funcionamento dos testículos, resultando em uma produção de espermatozóides com baixa capacidade de fecundação. "Qualquer situação que agrida significativamente os testículos (caxumba, infecções, traumas importantes) pode levar um homem fértil a se tornar infértil", explica o andrologista Eduardo Pimentel.

Fatores como idade avançada e endometriose - presença de tecido endometrial (o mesmo tecido que reveste o interior do útero e que é expelido durante a menstruação) fora da cavidade uterina - estão relacionados à infertilidade feminina. Conforme Wagner Busato - especialista em Ginecologia e Medicina Reprodutiva, Diretor do Centro de Reprodução Humana Santana e do Fertility - acima dos 35 anos as dificuldades de engravidar aumentam. Técnicas de Reprodução Assistida, como congelamento de óvulos, tratamento de miomas e endometriose contribuem para adiar a maternidade para depois, entretanto, para que também esses tratamentos dêem certo, é necessário alguns cuidados básicos:

01) Pare de fumar

O cigarro prejudica o desenvolvimento dos óvulos, retarda a concepção, aumenta as taxas de aborto espontâneo e antecipa a chegada da menopausa.

02) Reduza a ingestão de álcool

Ele interfere no funcionamento dos ovários, causando irregularidades na menstruação, ausência de ovulação e aumento do risco de aborto.

03) Não use drogas

Elas causam a redução da qualidade e da quantidade dos óvulos, diminuição do tamanho dos seios e até aparecimento de pelos faciais e mudanças na voz.

04) Combata o estresse

Buscar qualidade de vida é fundamental para a saúde reprodutiva. Sob estresse, a mulher tem a libido e a imunidade diminuídas, o ciclo menstrual alterado e os hormônios desregulados.

05) Cultive bons hábitos

Alimentação correta, atividades físicas e manutenção da vida social ajudam a manter o corpo e a mente em ordem.

06) Tenha uma vida sexual saudável

Evite comportamento de risco com múltiplos parceiros. Use preservativo em todas as relações sexuais protegendo do contágio de doenças sexualmente transmissíveis. Com esses pequenos cuidados, previnem-se inflamações que provocam dores e aumentam as chances de aborto.

07) Saiba mais sobre os remédios

Alguns tipos de medicamentos de uso contínuo podem causar malformações no bebê. Converse com seu médico sobre esses riscos.

08) Controle o peso

A obesidade e a anorexia causam distúrbios hormonais que causam a infertilidade. Mantenha o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 19 kg/m² e 25 kg/m². Com uma dieta programada, é possível perder ou ganhar alguns quilos e recuperar a saúde reprodutiva.

09) Combata a poluição

Nas mulheres, ela pode causar disfunções hormonais, abortos espontâneos, endometriose e até câncer de mama.

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10) Não espere demais para ter filhos

A partir dos 35 anos, os óvulos envelhecem com mais velocidade, aumentando as chances do bebê nascer com anormalidades cromossômicas. Após os 40, crescem os riscos de aborto espontâneo.

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