Cuidados na escolha da Clínica de Reprodução Assistida

Cuidados na escolha da Clínica de Reprodução Assis

Recentemente, a Anvisa anunciou que iria aumentar o rigor das normas que regulamentam os procedimentos médicos. Desde que a clínica de Roger Abdelmassih sofreu acusações, e comprovações, de alguns erros brutais durante os procedimentos, entre eles o fato de alguns pais terem descoberto posteriormente que o filho gerado não era biologicamente deles, a dúvida sobre onde recorrer para fazer uma reprodução assistida tem aumentado em todo o país.

O ginecologista e diretor da clínica Genics Medicina Reprodutiva e Genômica, Dr. Alessio Calil Mathias, explica que muitos quesitos devem ser observados ao escolher o melhor lugar para realizar o procedimento e, acima de tudo, eles devem procurar uma clínica com boas referências.

"É importante que o médico seja realmente especializado em reprodução humana e tenha os títulos de Ginecologia e Obstetrícia. Também é importante que o local tenha um bom embriologista, que faça um serviço de confiança, sempre com reconhecimento no mercado", comenta.

Mathias ressalta que é essencial que os envolvidos verifiquem a clínica junto aos órgãos fiscalizadores - Anvisa e Vigilância Sanitária - para ter certeza de que tudo está certo e, na sequência, fazer a mesma pesquisa em relação ao médico, pesquisando o seu CRM para se certificar de que não há nada que tire o crédito do profissional.

Conhecer as instalações da clínica é outro ponto fundamental. O ginecologista e obstetra afirma que fazer um tour pelos laboratórios, centros cirúrgicos e ter acesso aos profissionais e à equipe laboratorial sempre dão respaldo quanto à clareza do lugar escolhido para realizar o sonho de ser mãe.

"Deve-se observar se a clínica realiza todos os exames, principalmente os de controle sorológicos, verificar os equipamentos e, principalmente, não ter nenhuma dúvida sobre como será feito todo o tratamento. Na Genics, realizamos a técnica de vitrificação, que é o congelamento rápido, o que evita a perda celular de óvulos ou embriões, chegando a 20% no máximo. Quando se utiliza o congelamento lento, essa perda chega a até 90% e, infelizmente, algumas clínicas ainda utilizam a técnica, comprometendo a gestação", explica o profissional.

O Dr. Alessio Calil Mathias considera a medida excelente e conta que, na realidade, muitas clínicas não irão sobreviver por causa da intensificação da fiscalização. Ele acrescenta: "Vai tirar aquelas que não estão preparadas para atender aos pacientes de maneira qualificada. Essa fiscalização tem que existir porque, assim, só os locais de alto padrão de atendimento ficarão abertas. Uma fiscalização excelente só vem a acrescentar e nós só temos a crescer com isso. Quando a fertilização é feita com seriedade e todos os requisitos necessários são cumpridos, é sinal de que estamos no caminho certo".

Quanto aos eventuais erros que uma clínica pode cometer, o ginecologista ressalta que isso não deve acontecer, afinal, existe um padrão de procedimento que minimiza a probabilidade de falha, sendo mais comum que aconteça quando o profissional do laboratório ou o médico não são qualificados.


Dr. Mathias finaliza: "A fertilização é um assunto muito sério, envolve uma vida. É preciso trabalhar com ética, moral e transparência, passando para o paciente tudo o que é feito. Inclusive a nova lei fala sobre a transparência de uma quantidade de embriões determinadas pela idade e isso é ótimo para todo mundo: para os médicos, pais e hospitais".

Por Carolina Pain (MBPress)

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