Congelamento de óvulos

Bêbe

Foto Divulgação

Depois que Jennifer Aniston, 39 anos, afirmou que decidiu congelar os seus óvulos, o assunto começou a ser amplamente discutido na mídia. Ele já é considerado o mais novo tratamento para as mulheres que queiram engravidar e adiar a maternidade com segurança.

Especialistas afirmam que o método pode ser uma alternativa para casais que não queiram recorrer ao congelamento dos embriões, um procedimento polêmico, pois envolve questões religiosas e éticas. Isso porque o óvulo é apenas uma célula reprodutora e não uma vida como no caso do embrião. “Elimina também a possibilidade de descarte desses embriões”, afirma o médico Raul Nakano, diretor clínico da Ferticlin, que já conseguiu dez gestações através do método, com alguns bebês nascidos e outras em andamento.

Segundo Nakano, o tratamento está se tornando freqüente em mulheres com idade fértil, entre 20 a 37 anos. “Até alguns anos atrás era difícil recuperar o óvulo de maneira íntegra. Com as novas técnicas, o processo de congelamento/descongelamento tem uma recuperação próxima de 95% dos óvulos”, ressalta o especialista em reprodução humana.

O tratamento começa com a injeção de hormônios em até 12 dias consecutivos para estimular a liberação dos óvulos. Durante esse período, o médico acompanha a movimentação deles por meio do ultra-som. Se estiverem prontos podem ser aspirados. Ao invés de fecundados são recolhidos e examinados, apenas aqueles saudáveis são congelados. E no futuro são fecundados pelo sêmen do pai. Em média o tratamento custa R$1500. Para manter os óvulos congelados, o casal paga uma mensalidade de R$ 120 mensais.

Por Juliana Lopes

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