Congelamento de embriões

Congelamento de embriões

Muitos casais desejam ter filhos e não conseguem. Depois de tentativas frustradas, alguns partem para a adoção e outros para a fertilização artificial. Cada vez mais comum, esse processo traz a felicidade para os homens e mulheres que, há poucos anos, não poderiam nem sonhar com os nove meses de gravidez.

De acordo com o especialista em medicina reprodutiva Gilberto da Costa Freitas, de São Paulo, não existem restrições para os casais e todos os que tiverem interesse podem realizar o congelamento de embriões.

No último ano, pouco mais de 5 mil embriões foram congelados em todo o país, de acordo com o 2º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões, o SisEmbrio, divulgado em março pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No Brasil, o congelamento de embriões é permitido apenas para fins reprodutivos e os não utilizados não podem ser descartados. “Os que não forem usados podem ser doados para outros casais ou até mesmo cedidos para pesquisa”, explica o médico.

Ainda de acordo com o relatório da Anvisa, o estado de São Paulo é campeão no congelamento de embriões, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e os estados da região Sul.

O sucesso reprodutivo dos embriões congelados depende de muitas variáveis, inclusive das próprias condições de congelamento. Por isso, não se pode saber ao certo a probabilidade da fertilização funcionar ou não. O bom é que esse processo permite aos casais a ter vários ciclos de fertilização a partir de uma única coleta de óvulos.


Em torno do assunto também muita polêmica em relação às pesquisas com células-tronco extraídas de embriões sobressalentes não aproveitados em clínicas de fertilização in vitro. Igreja católica e comunidade científica se enfrentam nessa batalha. Vale lembrar que, no Brasil, a legislação só permite o uso de embriões sobressalentes que estejam congelados há pelo menos três anos e que sejam doados para pesquisa com a autorização dos pais.

Por Talita Boros (MBPress)

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