Trabalho durante a gravidez

Trabalho durante a gravidez

Divulgação/ Editora Saraiva

Filhos e Carreira. Talvez os dois principais temas da vida das mulheres modernas. Por isso, quanto mais alto o cargo na empresa maior a preocupação dela sobre como vai ficar a situação no trabalho durante a gestação.

Surgem dúvidas de como conciliar os milhares de compromissos com as situações que vem junto com a gravidez, como as mudanças de humor, vontade incontrolável de fazer xixi, dores na pernas, enjôos e as várias consultas ao médico. Para tratar desse tema, a jornalista Marleine Cohen resolveu escrever o livro “Como escalar montanhas de salto alto?”.

O Vila Filhos conversou com a autora que deu diversas dicas para as futuras mamães que precisam encarar a gravidez junto com os vários desafios no trabalho.

Como você acha que a mulher grávida deve se comportar durante a gravidez no trabalho, como conciliar exames, enjôos, enfim, tudo o que vem junto com a gestação e o trabalho?

O segundo capítulo do livro trata deste assunto em particular, iniciando a discussão com a importância da gravidez e da constituição de uma família para a mulher, e, portanto, para a executiva. Ou seja, antes de mais nada, é preciso entender que a maternidade e a competência profissional não são excludentes e que, nos tempos modernos, há espaço para que a trabalhadora conduza a vida da forma como julgar melhor para si. Se ter um filho é um valor inegociável, basta que ela se programe de acordo com o seu plano de vida. Ela, melhor que ninguém, saberá quando deve encaixar uma gravidez no seu processo de crescimento profissional, de modo a poder conciliar tudo.

De modo geral, dizemos que ainda que esteja em gestação, a executiva ou líder de empresa deve estar a par do que está acontecendo no seu meio profissional e se manter responsável por ele. Comunicar ao grupo de trabalho que está grávida é o primeiríssimo passo. Negociar horários mais flexíveis e conduzir reuniões mais rapidamente são alternativas sempre à mão. Afinal, o que importa é a qualidade do trabalho, não o tempo que se passa na empresa. Se as crises de enjôo se repetem, uma dica é ingerir um alimento a cada duas horas - não há mal algum em fechar a porta discretamente para fazer um lanche sentada à mesa. Se as pernas incham, basta providenciar um banquinho e colocá-las para cima, tomando o cuidado, obviamente, de estar de calça e se manter discreta. Vontade de ir ao banheiro frequentemente? Numa reunião, o melhor é sentar, então, perto da porta de saída, para não interromper o andamento dos trabalhos.

Quais são os problemas mais comuns enfrentados pelas grávidas nas empresas?

Por incrível que pareça, a maior dificuldade é justamente aceitar a idéia de que se pode conciliar as coisas, tendo um cargo de chefia e também uma família, filhos. Nos Estados Unidos, muitas executivas deixam para pensar na maternidade quando já pode ser tarde demais - isto é, depois dos 35, 40 anos. No Brasil, a situação é a mesma, só que às avessas: a mulher engravida antes, começa a crescer profissionalmente, mas não vai a fundo ou simplesmente desiste de avançar na espiral hierarquia no meio do caminho, para não “abandonar” as crianças.

De fato, postos de comando exigem muito empenho, dedicação acima da média e uma dose de equilíbrio pessoal considerável, mas nós estamos vendo que de seu lado, o mundo corporativo está pronto para negociar e fazer concessões; as grandes empresas estão tão preocupadas com a evasão de talentos femininos que abrir mão de uma ou duas horas do expediente ou impor o local onde esta profissional vai trabalhar é o de menos.

O que fazer para superar esse obstáculos sem se prejudicar?

Negociar, negociar sempre e individualmente - seja lá a flexibilidade de horários, a licença temporária ou o teletrabalho, enfim o que for possível obter. E aproveitar que se está no exercício do poder para implementar cada vez mais programas de promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional para todos, homens e mulheres.

Esta é, sem dúvida, a grande oportunidade histórica que está sendo dada à mulher: humanizar as relações de trabalho. Se não for ela, quem mais faria isso?


O livro dá dicas e regras de etiqueta, de uma dica para as leitoras do Vila Mulher que estejam grávidas e a mil por hora.

Uma boa coisa é a mulher grávida que exerce um posto de comando não baixar nunca a guarda e se manter envolvida com seus colaboradores, clientes, fornecedores e com a empresa, de modo geral. Telefone, fax, internet, vídeoconferência: existe um arsenal de alternativas que possibilitam estar trabalhando mesmo não estando no trabalho.

Por Larissa Alvarez

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