Prevenção contra a pré-eclâmpsia

Prevenção contra a préeclâmpsia

Aqui no Vila Filhos já discutimos algumas doenças que geralmente surgem durante a gravidez. Uma delas foi a pré-eclâmpsia, considerada grave porque é marcada pela elevação da pressão arterial. O mal aparece na segunda metade da gestação. Ainda não se sabe ao certo, mas a deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero, além de fatores genéticos, dietéticos e imunológicos, estão associados com a doença.

"A maior incidência da doença acontece em mulheres que engravidam com idade mais avançada, além de histórico familiar de diabetes e pressão alta. Porém, as mulheres que têm pressão normal e sem histórico também podem ser acometidas", diz o ginecologista e obstetra Alberto D´Auria D´Auria.

Para se ter uma ideia, a pré-eclâmpsia ocorre em cerca de 5 a 7% das gestações e contribui para a morbidade materna e fetal. Quando não tratada leva a morte em cerca de 20% das mulheres, segundo o DATASUS, banco de dados do Sistema Único de Saúde (SUS). "É importante considerar que 75% das mortes por hipertensão arterial na gravidez têm como causa a pré-eclampsia e a eclampsia. ", ressalta.

A boa notícia nessa área vem de uma pesquisa feita pelo Hospital e Maternidade Santa Joana, com 35 gestantes que têm pré-eclâmpsia. A partir de marcadores bioquímicos maternos, encontrados na urina e no sangue, foi possível detectar se o quadro de hipertensão gestacional pode evoluir para a doença cuja manifestação é silenciosa, o que garante uma prevenção mais eficaz.

"Tal descoberta permite ao médico mudar o curso da gestação e adotar cuidados especiais como exames subsidiários da medicina fetal como restrição rígida para o controle de peso, dieta sem sal durante a gravidez, afastamento do trabalho nas últimas 6 semanas de gestação, exercícios adequados e maior atenção nutricional, o que possibilita evolução saudável da gravidez até o nascimento do bebê", explica.

Ainda conforme o especialista, o trabalho com os marcadores é uma forma de prever complicações de saúde da mãe e do bebê muito antes que se tornem uma realidade. "É o melhor caminho para garantir uma gestação tranqüila e segura", completa o D´Auria. Caso a pré-eclâmpsia for detectada, a gestante precisa medir a pressão arterial com frequência e fazer exames de urina e de sangue, entre outros.

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"Se a pressão subir muito, é recomendável a internação e administração de remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê)", ressalta ao especialista. O bebê também é monitorado. A qualquer sinal de que ele não esteja crescendo como deveria, que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda que o estado da mãe piore, o médico optará pela realização do parto. Depois que o bebê nasce, a mãe fica bem.

Por Juliana Lopes

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