Placenta Prévia

Placenta Prévia

Durante a gravidez, a placenta é de extrema importância para o desenvolvimento do feto. É através dela que a circulação do futuro bebê se aproxima com a da mãe, dessa forma ele aproveita do sangue materno oxigênio e nutrientes necessários para a sua formação. Também é função dela proteger o feto, pois é responsável por transportar as células de defesa.

Apesar de ser a "fortaleza" dos pequenos, em alguns casos ela não impede a passagem de alguns vírus e bactérias, por isso a importância de fazer um bom pré-natal, em que o obstetra diagnostica qualquer intervenção no feto e na própria placenta.

Além do descolamento, também existe a possibilidade de ocorrer a placenta prévia. Como o próprio nome diz ela fica mais a frente ou em cima da passagem do bebe, e cobre o orifício do colo do útero. "Não chega a ser um mal freqüente, a média de ocorrências é de 1 para 200 gestações", diz a obstetra Alessandra Palma, do Hospital Estadual Mário Covas.

Gravidez tardia e cesárias anteriores estão associadas à placenta prévia. "Quem também já fez cirurgia para a retirada de miomas com a intenção de engravidar, ou mesmo curetagem também tem mais riscos. Mães de gêmeos estão mais propensas devido a uma distensão maior do útero. Até agora não existe uma forma de prevenção", explica.

A obstetra cita um detalhe importante. Em muitos casos a placenta prévia, ou baixa, pode ocorrer nos primeiros três meses, mas não traz complicações. Entretanto, ela deve ser confirmada no segundo trimestre, e em muitos casos, através dos ultra-som é possível observar se o corpo do útero cresceu no decorrer da gestação e a placenta subiu junto com ele, uma garantia que ela se afastou do colo do útero e boas condições para o parto.

"Geralmente o sangramento intenso é que indica a placenta prévia. É importante salientar que a qualquer tipo de sangramento as gestantes devem procurar imediatamente ajuda médica. Ele pode estar associado a outros males, como infecções no colo do útero ou na vagina", alerta a ginecologista.

Se a placenta estiver baixa no momento do parto, a cesariana deve ser realizada. No parto normal, ela sairá primeiro e o bebê ficará sem oxigênio, correndo o risco de morrer. "Mesmo sendo cesária, também é um parto de risco, mas se a gestante tem um acompanhamento médico durante a gravidez, a cirurgia corre bem. O problema é que em muitos casos, principalmente nos hospitais públicos, não se sabe a ocorrência da placenta baixa. Este elemento surpresa traz mais complicações".


Durante o parto, o bebê é o primeiro a sair. Depois disso, a placenta se desprende do útero com ajuda de mais algumas contrações e sai espontaneamente pela vagina. Em média, esse processo demora até 30 minutos. Em alguns casos, os obstetras fazem massagens no fundo do útero para que ela se descolar. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade desse recurso não dar certo, então, o próximo passo é usar a ocitocina (hormônio) e por último, a curetagem, ou seja, retirá-la manualmente.

Por Juliana Lopes

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