Parto em casa - veja a opinião dos obstetras

Parto em casa  veja a opinião dos obstetras

Depois de nove meses de gestação, muitas mães ficam ansiosas na hora de dar a luz. Nesse momento tão importante escolher o tipo de parto - normal ou cesárea - pode causar uma série de dúvidas, mas faz a diferença na recuperação e saúde do bebê. O parto normal, também chamado de natural ou fisiológico, proporciona vantagens que a intervenção médica não apresenta. E o melhor, pode ser feito em casa.

Obstetriz e especialista em genética pela USP, Ana Cristina Duarte atua como educadora perinatal - trata daquilo que ocorre imediatamente antes e depois do parto - e não poupa elogios quando o assunto é parto domiciliar. "Desde que a mulher esteja se sentindo segura, o ambiente é familiar e tudo conspira para que seu corpo funcione da melhor forma possível".

Ela afirma que com esse tipo de parto a gestante não precisa se preocupar com limites de tempo, trânsito e bagagem. Além de estar em casa - o lugar que mais se sente à vontade. A gestante simplesmente chama a equipe e espera o momento de dar a luz.

Muita gente tem optado pela experiência. "Ao saber que esse parto é seguro e que a assistência é completa e preparada para emergências, elas se sentem confiantes e escolhem essa alternativa".

O Brasil é conhecido como um dos países com maior taxa de cesárea. E há quem acredite que essa é a maneira mais eficaz e segura, pois é feita com intervenção cirúrgica, sem dor e dentro de hospitais. Mas segundo dados da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuna, quando a cesárea é feita sem necessidade, aumenta de 5 a 7 vezes o risco de morte materna. Além de proporcionar alta do número de bebês que nascem prematuros e que precisam ficar internados em centros de cuidados intensivos.

No parto domiciliar com médicos ou obstetrizes (as famosas parteiras), os profissionais estão capacitados para entender quando um parto sai do padrão saudável e indicam a remoção para que o parto termine no hospital, com segurança. "Mesmo assim, o parto só pode ser domiciliar no caso de mulheres totalmente saudáveis, gravidez sem intercorrências e posição do bebê favorável", afirma. A mulher deve estar com 37 semanas de idade gestacional e os bebês acima de 2500 gramas. Estar grávida de gêmeos ou com o bebê sentado também é motivo para evitar o parto em casa.

A dor é um dos grandes motivos para que a mãe opte pela cesariana. Mas o parto domiciliar não precisa ser sinônimo de desconforto e sofrimento. Segundo a Ana Cristina, são utilizados recursos não farmacológicos para alívio da dor, como água, banheira, massagem e até acupuntura.

O médico que acompanha o pré-natal pode dizer se a mãe tem ou não condições de fazer o parto domiciliar. Quem quiser mais informações pode procurar o Grupo de Apoio a Maternidade Ativa - Gama. Lá eles trabalham com o conceito de maternidade e consciente e ativa e dão dicas na preparação para o parto, além de atendimento pós-natal e amamentação.

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Por Cínthya Dávila (MBPress)

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