Mulheres pensam mais em ter dinheiro do que filhos

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As mulheres contemporâneas estão preocupadas com suas condições financeiras e com suas carreiras. Isso não é novidade, mas será que ao ponto de esquecer sua natureza de ser mãe? Pois é, as mulheres estão engravidando cada vez mais tarde e quanto mais dinheiro, mais dilemas em relação a ter ou não ter filho. Isto foi constatado pela jornalista Flavia Mariano, que comanda o blog "Depois dos 25, antes dos 40".

Segundo a jornalista, o questionamento sobre a questão partiu de uma leitora. "Nunca pensei que uma mulher fosse ser tão racional a esse ponto, mas achei ótimo. Para isso que estou ali, para responder e buscar soluções dos dilemas mais comuns aos mais inusitados", disse Flavia.

Ela afirma que o chamado da natureza até bate, mas as mulheres parecem estar pesando na balança as vantagens e desvantagens de que um filho pode trazer. A jornalista recebe questionamentos como: "Mulher está pensando mais em dinheiro do que em filhos?", "O que devo fazer primeiro? Comprar a casa própria ou ter um filho?".

De acordo com a blogueira as mulheres no Brasil são modernas mas com limites. "Elas ainda esperam sim encontrar um homem para formar uma família e serem felizes para sempre", afirmou. Mas os dados comprovam um numero menor de crianças, no ano passado, o IBGE mostrou que o número menor de pessoas nos domicílios brasileiros é reflexo da queda sistemática da taxa de fecundidade no Brasil. De 1940 até 2007, a diminuição do índice foi de 68,3%, e hoje caminha para 1,9 filho por mulher. O IBGE prevê um crescimento populacional ao redor de 1,3% ao ano no final desta década, que levará o país, se continuar nesta velocidade a uma pirâmide etária, em 2050, similar à da França hoje. Isso significa baixa taxa de fecundidade e elevada expectativa de vida.


A jornalista avalia que as mulheres estão tendo filho por opção. "Já consigo perceber que temos filhos mais por opção do que por medo de não sermos felizes sem eles. Aos 30 anos, depois de 13 anos de namoro, eu mesma ainda não me sinto preparada para abrir mão da minha vida. Viajo muito e tenho uma vida muito boa, será que com filhos conseguiria manter o padrão financeiro, de viagens e de romance?", conclui Flavia. E você pensa o que sobre isso? Conte para a gente!

Por Catharina Apolinário

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