Mitos e verdades sobre o parto em casa

Mitos e verdades sobre o parto em casa

Parto domiciliar é alternativa para quem deseja fugir do parto hospitalar. Muitas mamães desejam ter uma participação mais ativa durante o parto. Ao contrário do que muita gente acredita, ter o filho em casa pode ser tranquilo e seguro, embora haja controvérsias entre médicos.

Ana Cristina Duarte, obstetrícia, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (GAMA), afirma que o procedimento não é incentivado por médicos obstetras. "Apesar de o parto domiciliar não ser aprovado por muitos especialistas, ele não é menos seguro do que o realizado no hospital, desde que parturiente e bebê estejam saudáveis", garante Ana Cris. "Os possíveis problemas que possam ocorrer no lar aconteceriam de qualquer maneira, não poderiam ser evitados, mesmo em ambiente hospitalar.

A coordenadora do GAMA alerta para o fato de que somente gestantes sem nenhuma complicação ou doença adquirida na gravidez podem optar pelo procedimento caseiro. "É o pré-natal, que é o mesmo independente do tipo de parto, irá decidir se há ou não essa possibilidade", afirma a obstetra.

Durante o parto domiciliar, ou parto humanizado como também é conhecido, não há ministração de medicamentos. "Todo remédio, inclusive anestesias e analgésicos, aumenta os riscos durante o parto. Se a parturiente pedir qualquer droga nós a levamos ao hospital", esclarece a obstetra. "Oferecemos a elas maneiras não farmacológicas de aliviar as dores. Por exemplo, massagens, bolsas térmicas e banhos de água morna", completa.

Exclusivamente médicos ou enfermeiros obstetras são autorizados a realizar o processo em casa, por isso, nada de parteiras. De acordo com Ana Cris, o trabalho de parto pode durar de uma hora a um dia. Não é possível estipular uma média, esse fator é muito individual. "Como não é possível prever tudo o que poderá ocorrer, é extremamente necessário que haja um hospital pronto para recebê-la, caso algo saia errado. O profissional responsável pelo parto deve ter uma maleta com os equipamentos necessários para controlar um hemorragia, por exemplo", recomenda a coordenadora.

Alguns cuidados durante a gestação podem aumentar as chances de sucesso. Bons hábitos alimentares, não consumir bebidas alcoólicas, cigarros e outros tipos de droga, além de praticar atividades físicas podem favorecer. "Recomendo qualquer atividade de baixo impacto, como ioga, hidroginástica, natação e leves caminhadas", diz Ana Cristina.


A obstetra lista os principais mitos sobre o parto domiciliar: "O primeiro é o da dor insuportável, a ideia de que o parto em casa é arriscado para o bebê e que precisa de uma superinfraestrutura. A necessidade de preparar a casa também é um mito, ter de fazer esterilização, esse tipo de coisa". As futuras mamães que desejam ter os seus bebês em casa devem procurar por grupos de apoio local, eles saberão indicar os melhores profissionais.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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