Gravidez tranquila com ajuda da dança

Gravidez com tranquilidade com ajuda da dança

Foto: Gustavo Ferri

Criar um vínculo mãe-bebê é bem mais simples quando a criança ainda está se desenvolvendo dentro do útero. Manter esse vínculo é que se torna o desafio diário das mamães, principalmente as de primeira viagem, que enfrentam todos os dias um novo universo.

Para administrar essa fase maravilhosa, Tatiana Tardioli inventou um jeito bem diferente: dançando - antes e depois do parto! Depois da primeira gravidez, a bailarina percebeu que a dança não era apenas a sua válvula de escape, mas também uma ferramenta que a ajudaria a enfrentar a gravidez com graciosidade e harmonia e decidiu passar isso para outras mamães. Foi assim que surgiu a "Dança Materna".

"Quando eu estava grávida, já me veio a ideia de dar aula para grávidas. Dancei muito durante esse período e percebi que enquanto dançava, eu me sentia bem, era muito prazeroso. Isso foi um caminho que me possibilitou a ter o parto normal que eu queria. Foi uma forma rica de contribuir com o parto que planejei pra mim", afirma a profissional.

A primeira experiência de aula para mães e bebês foi realizada com a própria filha de Tatiana. Vendo que o negócio dava certo, ela decidiu manter as turmas e, hoje, comemora dois anos em atividade.

A ideia de todo esse exercício é, primeiramente, promover uma adaptação da mãe às mudanças que a gestação provoca. Ficando em harmonia com o corpo e a mente, a gravidez tende a ocorrer de forma suave e tranquila. Sem contar que o vínculo com a criança é fortalecido dia após dia, e o pequeno passa a se sentir muito mais protegido, amado e, de quebra, a incidência de cólicas e inquietudes durante a noite é reduzida consideravelmente.

"As mamães comentam que os bebês relaxam. Nessa fase eles precisam desse contato super próximo, da mãe disponível. Se mãe está feliz e equilibrada ela vai estar bem e vai passar essa tranquilidade para o bebe", afirma Tatiana. Um sonho, não?

Além disso, a dança materna é um exercício físico como outro qualquer. Ou seja, participar das aulas regularmente ajuda na oxigenação e melhora na circulação sanguínea, o que é altamente recomendado para a gravidez. As mães também aprendem a ter uma postura correta, tanto para quando a barriga ficar pesadinha, quanto para quando a mãe precisar amamentar o bebê. A dança envolve desde alongamento até fortalecimento, relaxamento e respiração. Completinho.

Quem pode fazer? Tatiana explica que a dança não tem tantas restrições. "Em princípio qualquer gestante pode fazer, a partir das 12 primeiras semanas, que é a margem de segurança. Às vezes, algumas mães podem iniciar as atividades até antes. Se médico liberar, pode começar".

A ressalva fica somente para as mães que estão com gravidez de risco, ou mesmo para o início da gravidez, onde é bem comum o aborto espontâneo causado por esforços exagerados.

O bacana é que a Dança Materna pode ser feita em diferentes fazes do momento "mãe", assim o aproveitamento do método pode ser prolongado por um bom tempo e a ligação entre mãe-bebê-pai também pode se estender, ficando cada vez mais forte. Para isso, Tati oferece três turmas diferentes. A primeira opção de aula é para ser desenvolvida bem no comecinho da gravidez, quando o bebê ainda está crescendo dentro da barriga da mãe. Com exercícios de atenção à respiração e percepção de dores ou tensões desnecessárias, as mães são convidadas a conhecer o corpo que está mudando e a amá-lo.

"As primeiras aulas focam na saúde da gestante, privilegiando esse momento ‘pare e respire’. As mães encontram outras mulheres que passam pelo mesmo momento de vida e retornam ao convívio social incluindo uma atividade física que ajuda, também, os bebês. A dança contribui para que o contato com o novo corpo seja tranquilo, prazeroso, sem ansiedades", diz a professora.

O segundo tipo de aula é para ser feito logo após o parto, quando a mamãe está curtindo os primeiros dias de responsabilidade e o bebê está precisando cada vez mais daquele colinho materno.

As atividades são indicadas para mães com bebês a partir de um mês e meio de idade, usando algum tipo de carregador (sling, wrap, canguru, etc). Sempre lembrando que tudo depende do tipo de parto e da recuperação de cada mãe, portanto esse tempo limite pode ocorrer um pouquinho antes - caso o médico libere - ou um pouquinho depois.

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O intuito da dança pós-parto é dar continuidade à dança já iniciada durante a gestação. "Para as mães com bebês, o benefício é iniciar uma atividade física que ajuda se encontrar, se reorganizar depois do parto e perder peso", afirma Tatiana. "É uma forma das mães terem o momento de curtir o bebê, de dançar junto com ele, curtir o pós-parto de um jeito saudável para ambos. A ideia é ser uma extensão da barriga da mãe".

Essa segunda fase é comumente realizada até a criança completar, em média, um ano e meio. "O limite de idade é em função do quão confortável a mãe está em dançar com o filho", diz a professora.

A terceira turma é composta por mamães que já tem os filhos crescidinhos, aproveitando a fase em que eles estão, ainda, começando a ter alguma autonomia com as pernas e descobrindo os prazeres da infância. "As aulas promovem movimento e desafios corporais diferentes para a criança que está andando, explorando materiais variados como tecidos, chocalhos", conta Tatiana. O limite de idade para essa dança é de até três anos.

Em todas as turmas, os pais também podem participar das aulas - em alguns dias pré-estabelecidos - e fazer parte dessa ligação. "Todo mês tem um sábado separado para realizar uma aula com os pais. As atividades são diferenciadas para pode incluí-los e o momento fica super gostoso com eles". O recomendado é que as mamães aproveitem a dança de uma a três vezes por semana.

O custo das aulas pode variar de acordo com o pacote que você escolher. As aulas avulsas saem por R$ 50 e as mensais por R$ 180, mas você ainda tem as opções trimestrais, quadrimestrais e semestrais. Elas acontecem sempre no Espaço Rasa, em São Paulo. Mais informações no www.dancamaterna.com.br ou pelo e-mail tatiana@dancamaterna.com.br


Os profissionais que se interessarem pelas técnicas da Tatiana, aplicadas na dança, podem se inscrever para o Workshop Dança Materna, em outubro. "Os profissionais poderão conhecer o método de trabalho e, a partir daí, incorporá-lo ao deles", afirma a idealizadora. O encontro acontecerá nos dias 16 e 17, na Casa Materna (AMA), em São Paulo.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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