Gravidez e licença-maternidade

São nove meses cansativos, transformações no corpo, sono, enjôos e, na maioria das vezes, tendo que manter o mesmo ritmo no trabalho e em casa, pois a grávida não deixa de ter marido e os filhos mais velhos nesses meses... Quem vê de fora, acha que os quatro ou seis meses para algumas de “descanso” compensa tudo, pois o bebê dormeo dia todo... a mãe também...

Mas quem passa por essa fase sabe que não é bem assim. Não é fácil como parece, a gravidez é cansativa e muitas vezes nos tira o humor.

Os momentos difíceis são logo esquecidos quando nos deparamos com aquele lindo bebezinho que tanto depende de nós. Mas ele vem junto com responsabilidades para toda a vida e a primeira delas, a amamentação, nem sempre é prazerosa, mas é necessária e indispensável. Tem dias que tudo corre bem, outros que viram um caos, e a licença-maternidade acaba muito mais rápido do que a nossa adaptação à nova situação.

A maioria das mães passa pelo dilema da volta ao trabalho. Algumas não voltam e dedicam-se aos filhos nos primeiros anos. Outras não voltam mais a trabalhar e vivem satisfeitas com seu novo papel de mãe, mas há as que não voltam e se arrependem da carreira que estão deixando para trás, os filhos crescem e o que ela terá construído da sua vida profissional e algumas vezes até pessoal?

Sei que o tempo da licença não é tão grande para as mães como é para quem vê a situação de fora, mas essa decisão deve ser refletida e questionada antes mesmo da gravidez, pois nem toda profissão permite uma grande pausa com uma recolocação profissional como algumas mães desejariam. E acredite, nossos filhos precisarão de atenção não só nos primeiros anos de vida, mas por toda ela, ou você até hoje ainda não curte o colinho da sua mãe?

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Brasileiras têm filhos cada vez mais cedoMichelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

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