Gravidez X Cabelos: por que eles crescem antes e caem depois do parto?

Maioria das grávidas sofre com o problema por meses. Entenda o porquê
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Quando você confirma a gravidez pode sentar e esperar que as mudanças físicas logo entram em ebulição. E antes mesmo dos quilos a mais e das formas mais redondas aparecerem, os hormônios se rebelam em outras áreas, como pele e cabelo (ah, e humor também, né?). Mas são os cabelos, em especial, que tendem a crescer e ficar mais sedosos durante a gestação. No entanto, depois dela, a queda de cabelo é quase inevitável.

De acordo com Renato de Oliveira, ginecologista especialista em Reprodução Humana da Criogênesis, durante a gravidez, há um aumento da vascularização e da quantidade circulante de alguns hormônios como os estrogênios, que levam à proliferação de vasos sanguíneos, e a progesterona, que promove a vasodilatação. 

“Assim, comumente se observa um aumento da secreção sebácea e hipertricose, que é a proliferação aumentada de pelos. Isto poderia dar a sensação de cabelos mais volumosos e brilhantes”, explica o especialista.

E depois de experimentar o melhor cabelo da sua vida, junto à felicidade de ter um filho, chega a temida queda de cabelo. “O fenômeno de queda de cabelos pós-parto, denominado eflúvio, pode ocorrer espontaneamente em graus variáveis, com retomada do padrão normal de 6 a 12 meses após o final da gravidez.  Porém, quando houver esta queixa, deve-se avaliar a função tireoidiana e a dosagem de ferritina, que avalia o estoque de ferro do organismo. 

Isto poderia sugerir uma terapia tireoidiana ou com reposição de vitaminas. Medicamentos como queratina, levedura, L-cisteína, ácido paraminobenzoico, tiamina e cálcio podem colaborar para a recuperação do couro cabeludo. A tiamina e o cálcio, por exemplo, estimulam o metabolismo celular no bulbo capilar”, explica Oliveira

Portanto, tanto a queda como a parada dela tratam-se de um processo natural e, em casos leves, não tem como ser evitado; a recuperação é espontânea. “Entretanto, deve-se investigar diagnósticos diferenciais e, nestes casos, oferecer o tratamento adequado para evitar sequelas nestas mulheres”, finaliza o especialista. 

Por Helena Dias


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