Gravidez após os 40 anos

Saiba como o corpo de uma mulher acima de 40 anos se comporta na gravidez

Veja quais são as mudanças no corpo da gestante acima de 40 anos. Foto: iStock/DenisovDmitry

Um estudo recente mostra que as mulheres com mais de 40 anos que engravidam sem ajuda de tratamentos para a fertilidade ou outras tecnologias de reprodução assistida tendem a viver mais tempo do que aqueles que não o fazem. A explicação para este fato seria o hormônio estrogênio, ainda produzido em abundância em mulheres férteis, favorecendo o bom funcionamento de coração, além de fortalecer ossos e outros órgãos. No entanto, menos de 1 porcento das mulheres com idades entre 40 a 44 têm bebês. Isso porque a chance de engravidar após os 40 anos cai para apenas 5%.


A gravidez saudável após os 40 anos depende de vários fatores, incluindo o nível de aptidão física, hábitos de saúde em geral, e tais fatores contam muito, principalmente na primeira gestação. As mudanças hormonais na gravidez fazem com que as mulheres se sintam mais cansadas, e após o nascimento, é comuns que as mamães de primeira (ou mais) viagens percam o pique para acompanhar o ritmo das crianças.

Após o parto, é comum que muitas mulheres apresentem complicações como hemorroidas, incontinência urinária ocasionada pelo deslocamento da bexiga devido ao peso do bebê enquanto ainda estava no útero, sem contar a flacidez de seios e vagina, porque os músculos e tecidos não voltam ao lugar com a mesma facilidade com que voltariam em uma gravidez na casa dos 20. 

Foto: iStock/ nyul

É possível minimizar esses efeitos controlando o aumento de peso durante a gravidez e mantendo uma alimentação saudável e regrada. Se a gravidez não for de alto risco, a gestante pode praticar exercícios físicos indicados pelo médico, estando sempre acompanhada de um profissional de educação física especializado em exercícios para gestantes.

Os riscos para o seu bebê

Cerca de um terço de todas as gestações em mulheres com idades entre 40 e 44 anos acabam em um aborto espontâneo. E há várias razões para isso: os óvulos podem não estar saudáveis, ou o revestimento do útero pode não estar espesso o suficiente. Outra causa está atrelada ao fornecimento inadequado de sangue para o útero, o que torna impossível sustentar uma gravidez. 

Os riscos de placenta prévia (em que a placenta se situa baixo no útero, bloqueando total ou parcialmente a abertura do colo do útero, com consequência de hemorragias) e de descolamento da placenta (em que a totalidade ou parte da placenta se separa da parede uterina) também aumentam. Bebês nascidos de mulheres com mais de 40 anos também estão mais propensos a terem menor peso ao nascer.

Os riscos de defeitos congênitos cromossômicos aumentam de forma considerável a cada ano a partir dos 40 anos completos de vida da gestante. Com uma gravidez nessa faixa etária, o bebê gerado tem uma em 106 chances de nascer com síndrome de Down e uma em 66 chances de nascer com alguma anomalia cromossômica. 

Por Renata Branco

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