Grávidas ativas

Grávidas ativas

Hoje em dia é cada vez mais comum encontrarmos grávidas em aeroportos a caminho do estrangeiro, nas academias fazendo exercícios, em shows até mesmo do Rock in Rio e também trabalhando até as vésperas do parto. Todas essas atividades não fazem mal algum à criança, embora sejam necessários alguns outros cuidados.

As grávidas que viajam para fora para fazer o enxoval, por exemplo, podem se sentir à vontade para pegar o avião, apenas prestando atenção em algumas precauções: "A mãe que tiver risco na gravidez ou em uma semana gestacional mais evoluída não deve viajar, pois a pressão e o fuso horário mexem com sistema biológico da mãe e consequentemente, da criança", explica o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.

O especialista afirma que as próprias companhias aéreas exigem um atestado médico para gestantes acima de 34 semanas de gravidez. E aproveita para dar uma orientação: "No avião, a gestante deve procurar andar um pouco para evitar o inchaço."

Já quanto ao trabalho, o Dr. Domingos explica: "Há gestante que trabalha até as vésperas do parto, mas isso depende do trabalho exercido. Se for em um escritório, onde se passa a maior parte do tempo sentada, pode ir até as vésperas do parto. Já do trabalho mais pesado é bom iniciar o repouso antes."

E completa: "O segredo é não se permitir se cansar, tanto mental quanto fisicamente, e se manter sem dores. O bom senso do empregador e da gestante também são importantes, muitas vezes é preciso até mudar a gestante de setor para manter uma atividade benéfica. Sem se esquecer de passar tudo para o obstetra para ele analisar as melhores opções."

Para as futuras mamães que adoram se exercitar, a dica é optar pelos exercícios de leve impacto. "Uma pessoa que era sedentária não é indicada que comece a fazer exercícios, já uma atleta pode se manter em mais atividades. O ideal é não permitir o cansaço e a respiração ofegante, pois isso é sinal de que está faltando oxigênio no corpo da gestante, e, por conseqüência, para o bebê", alerta o doutor.

Ir a shows não proporciona riscos diretos à criança, mas se acontece alguma correria e empurra-empurra pode acontecer da gestante se machucar. "Além do mais, a música pode até fazer bem ao bebê", diz Dr. Mantelli. "Existem estudos que comprovaram que escutar músicas mais calmas estimula o cérebro da criança, através de moléculas de água."

Esses estudos realizados por Massaru Emoto comprovam que a água reage aos pensamentos, palavras e músicas. Para chegar a essa constatação, moléculas de água foram expostas à essas palavras, pensamentos e músicas e depois congeladas e fotografadas. Com música clássica, por exemplo, as moléculas pareciam cristais, e com o rock pesado a água se deformava. "Devemos levar em conta que a criança está em uma bolsa de água e nós, seres humanos, somos feitos por 75% de água. As palavras usadas, tanto ditas como cantadas, podem abalar a estrutura emocional no futuro da criança", afirma o ginecologista.


Mas antes de resolver viajar, fazer exercícios, continuar trabalhando ou ir a shows, a gestante deve se lembrar sempre de consultar o obstetra. "Para garantir uma boa gravidez, é necessário um pré-natal muito bem feito e um bom acompanhamento com o obstetra. As gestações são diferentes e o obstetra tem que saber as condições, preparo físico, hábitos alimentares, riscos e doenças, tudo para o bem estar da gestante e da criança."

Por Adriana Massini (MBPress)

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