Grávida e atenta aos sinais do corpo

Grávida e atenta aos sinais do corpo

Toda grávida sabe que deve fazer exames regulares para saber como anda a saúde do bebê e a sua. Muitas vezes, durante a gestação, há aquelas que reclamam de dores e sentem enjôos, tudo natural do período. Mas, em muitos outros casos, essas pequenas dorzinhas e alguns outros incômodos podem representar algum tipo de perigo para o feto. Nesses casos, o melhor mesmo é correr para o médico.

Segundo a ginecologista e obstetra Poliani Pritzmik, do Hospital Maternidade São Luiz, em São Paulo, os principais sintomas que devem levar a mamãe a fazer uma consulta imediata são "sangramentos, perda de líquido, contrações fora de hora, dor em peso (quando ela sente uma dor na barriga, como se tivesse algo pesando), desconforto ao urinar, febre e diminuição da atividade fetal". Esses são os mais preocupantes e que podem ter consequências graves, ou mesmo levar o bebê ao óbito.

É importantíssimo lembrar que, em hipótese alguma, a mamãe deve se auto-medicar. Tomar remédios por conta própria pode ser bastante perigoso nesse período especial. "A utilização de remédios não adequados podem ocasionar má formação do feto, um desenvolvimento inadequado em órgãos como pulmão, cérebro e coração", explica Poliani. "Em alguns casos, pode haver até a perda do bebê".

Mamães acima de 40 anos, com doenças de base (como hipertensão, diabetes, lúpus, etc.), obesas ou que estejam gerando gêmeos também devem ter uma atenção especial. Afinal, esse tipo de gravidez é considerado de risco.

Mas seja de risco ou não, toda mãe tem o dever de realizar o pré-natal, que serve exatamente para evitar problemas futuros, ou até mesmo resolver alguns problemas presentes. "Hoje, o pré-natal é feito até mesmo antes da gravidez - 90 dias antes da concepção. É feita uma série de exames de rastreamento de problemas além de informar à mãe o que pode e o que não pode ser feito", afirma a médica.

Poliani ainda comenta que fazer exercícios físicos e desenvolver hábitos saudáveis e uma alimentação balanceada bem antes da concepção é uma forma de preparar melhor o organismo para a chegada futura do pequeno. A especialista dá o exemplo de uma atleta. Sendo adepta aos esportes, a mulher irá reduzir o ritmo de treinamento durante a gravidez, mas, mesmo assim, ela irá manter um ritmo bom. Já aquela que não faz nenhum tipo de exercício e começar a fazer somente quando engravidar vai ter um ritmo fraquinho que quase não fará diferença.


Para encerrar, Poliani ressalta que, mesmo durante a gravidez, nada impede que o casal continue tendo relações sexuais até o último mês. Ela afirma que muitas mães têm receio em continuar com a vida sexual ativa, mas segundo a obstetra, isso não prejudica em nada o bebê, aliás, só ajuda. "Durante o sexo, o bebê sente um bem estar muito grande e as relações são até recomendadas. O esperma também ajuda no trabalho de parto. A única restrição é quando há dor ou sangramento", finaliza a médica.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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