Filhos: ter ou não ter

Até hoje não conheci quem se arrependesse de ter gerado (ou até mesmo adotado) um filho. Mas ao longo dos anos, percebi que muitos optam pela vida a dois, sem sobressaltos; outros nunca planejaram filhos e são surpreendidos por uma gravidez indesejada, tornando-se ótimos pais depois.

A chegada dos rebentos, antes uma conseqüência natural do casal, hoje é pensada, analisada, reconsiderada, adiada ou evitada. "Maternidade deve ser algo muito bem pensado sob pena de chegar um dia em que culpará seu filho por não conseguir mais fazer todas as coisas que você faziam antes de ele nascer", confessa uma gaúcha que entrevistei, com filhos de 3 a 6 anos.

Esse muito pensar e considerar mexeu mesmo com a taxa de natalidade brasileira. O número de filhos por família chegava a seis nas décadas de 60 e 70. Já em 1999, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média havia caído para 2,4 crianças por mulher.

A questão "ter ou não ter" filhos e quantos deles é assunto cada vez mais racional nas conversas em família. Afinal, além dos custos para manter uma criança (de fraldas à educação), leva-se em consideração a violência do mundo de hoje, as dificuldades de um futuro incerto que prevê entrada na faculdade e lugar no mercado de trabalho. Tudo isso acrescido do fato de que nada será como antes, pois você sempre irá se preocupar com o filho - tenha ele 1 ou 20 e tantos anos. Do nascimento em diante, tudo o que você fizer ou planejar na vida vai incluir, de uma forma ou de outra, a consideração pelo filho.


Não há dúvidas de que vale mesmo "gastar" um tempo refletindo sobre ter ou não ter, não é mesmo?

Cecília Russo Troiano é psicóloga, sócia-diretora da Troiano Consultoria de Marca e autora do livro "Vida de Equilibrista". Casada e mãe de 2 filhos, ela afirma que é mãe equilibrista, vive sua vida tentando equilibrar "pratinhos". Email - cecilia@troiano.com.br / Venda do livro pelo site www.vidadeequilibrista.com.br

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