Expectativa pré-parto

Expectativa préparto

Se no início da gravidez, a expectativa gira em torno de como será o pré-natal, e, principalmente se o bebê vai crescer de forma saudável dentro da barriguinha da mãe, nas últimas semanas as atenções se voltam totalmente para o momento do parto.

Nas últimas semanas, entre a 36ª e 40ª, o que representa o último mês, o pensamento da futura mamãe gira em torno da hora do nascimento. "Fico com medo de não saber ao certo quando a bolsa estourar, de sentir dor e não perceber. Mas minhas amigas comentam que o sinal virá naturalmente, que sem dúvida saberei. E fico imaginando no depois, afinal, minha vida vai mudar completamente", conta a jornalista Carla Palamone, de 39 anos, que engordou apenas 13 kg e tem o parto previsto para a primeira semana de Julho.

"Apesar de estar quase certo para a cesariana, pois a obstetra disse que isso é hereditário - minha mãe e minha irmã tiveram seus filhos dessa maneira-, eu gostaria que o parto fosse normal, que é mais indicado para saúde da mãe e do bebê, sem contar que a recuperação é muito melhor", comenta.

Segundo a obstetra Denise Coimbra, como em um parto normal não há como saber a hora exata do nascimento, as consultas pré-natais devem ser toda a semana, quando a gestante é informada sobre a evolução do colo e contrações. "Se o parto é operatório (cesárea), a gestante deve fazer uma dieta leve um dia antes e manter jejum por um período de, pelo menos, seis horas. Além disso, ela deve chegar com duas horas de antecedência do horário marcado do parto para a internação", explica. As gestantes também não devem se esquecer da carteirinha pré-natal na qual constam os dados do seguimento dele, além dos resultados de todos os exames.

Próxima de completar os nove meses dentro do útero, a pequena Manuela já passou dos três quilos. Nesse momento, geralmente os bebês já estão na posição de nascimento. O cabelinho deles está mais sedoso e os lóbulos das orelhas estão endurecidos de cartilagem. Também estão desenvolvidos os pulmões e órgãos sexuais.

Se mãe e bebê estão em boas condições de saúde, nas últimas semanas de gravidez a recomendação dos obstetras é apenas evitar ambientes com muita gente - por exemplo, ônibus muito cheios ou elevadores. "Isso pode alterar muito a pressão e até levar a gestante ao desmaio. E se houver dilatação do colo avisada pelo obstetra, devem-se interromper as relações sexuais", alerta.

A especialista ressalta que o receio de Carla é bastante comum entre as gestantes. É nesse momento que também surgem algumas crendices, uma delas, segundo Coimbra, é de que o bebê para de mexer quando quer nascer. "Mas isso não é verdade". Uma forma de saber ao certo sobre a ruptura da bolsa é usar calcinha sem absorvente, dormir de decúbito lateral, para a esquerda, assim a oxigenação do feto aumenta, e ainda observar a movimentação dele na barriga, que é contínua até o momento do parto.

Enquanto aguarda ansiosa o "dia D", a futura mamãe está um pouco gripada, mas não pode tomar a medicação indicada. "Somente canja e repouso. Faço tudo ao meu ritmo, inclusive a minha mudança de casa foi recentemente, só que no fim do dia me sinto cansada. Uma coisa que acontece bastante, e todo mundo comenta, inclusive durante o curso que eu fiz, é que ficamos um pouco tontas, desnorteadas, ou melhor, ‘gestontas’", brinca.

Nesses últimos dias de gravidez, ela tem apenas dificuldades para dormir. Apesar da recomendação da médica para deitar "de lado" na cama, às vezes, ela se sente melhor sentada em uma poltrona. E quando algum objetio cai no chão é uma verdadeira tortura para pegá-lo. Isso sem contar o inchaço nos pés - todas elas situações e sensações comuns no da gravidez.

Em breve, Carla poderá sentir as chamadas "falsas contrações", isso nas costas, baixo ventre e bacia. Quando elas são regulares e em tempos cada vez mais freqüentes é um sinal que a bolsa está próxima de se romper, e a gestante deverá se encaminhar para o hospital. Para não haver dúvidas nessa hora, a obstetra dá a dica.

"Existem alguns sinais que demonstram a hora do nascimento. São eles: perda do tampão mucoso (como um catarro de sangue), contrações de média intensidade (cólica forte, no entanto suportável e intermitente), ou seja, três a quatro contrações com mais de 30 segundos no prazo de dez minutos. Tente manter a calma sabendo que o bebê não nascerá rapidamente (a previsão de trabalho de parto é entre 8 a 10 horas). Não é necessário correr, nem apressar-se, ao menos que as dores sejam muito intensas e haja com sangramento vaginal", esclarece.

Depois de uma gestação sem enjôos e pré-natal sem complicações, a jornalista acredita que a idade não é um fator determinante para a uma gravidez de risco. Em sua opinião, mulheres saudáveis, que tem uma boa alimentação e praticam exercícios físicos, é que garantem o crescimento saudável do feto.


"É uma experiência incrível, só passando por isso para saber. Fora isso, tem a família que te dá mais atenção - eles vivem te ligando para saber como está. Isso é muito gostoso, no entanto, palpitem não faltam. Aquelas famosas ‘receitinhas’ que todo mundo dá. Não pode comer canela, enfim. Outro dia o assunto foi o momento do parto, quais são as dores. Eu acredito que é tudo muito particular, depende muito de cada mulher, do organismo, da saúde", finaliza.

Por Juliana Lopes

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