Exames que devem ser realizados durante a gravidez

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As mudanças provocadas pela gravidez no corpo feminino podem fazer com que a gestante desenvolva algumas doenças. As principais são anemia, diabetes gestacional, hipertensão gestacional (pré-eclâmpsia), distúrbios da tireoide e infecção urinária.

Mas com o acompanhamento médico é possível fazer um diagnóstico precoce e iniciar o tratamento, evitando complicações. Por isso, os exames solicitados durante o pré-natal são tão importantes e devem ser realizados no período correto.

Confira a listagem dos exames que devem ser feitos, de acordo com a ginecologista e obstetra do Femme Laboratório da Mulher, Dra. Viviane Lopes.

Segue abaixo:

Hemograma

Avalia a presença de uma possível anemia, que pode se agravar durante a gestação.

Tipagem sanguínea e coombs indireto

Detecta se há risco de produção de anticorpos contra o sangue do bebê. "Estes são testes muito importantes. O fenômeno acontece quando a mulher tem tipo sanguíneo Rh negativo e o homem Rh positivo. Se for diagnosticada à presença destes anticorpos maternos, o feto pode desenvolver anemia durante a gestação", explica Dra. Viviane.

Glicemia de jejum

Aponta uma possível intolerância à glicose ou diabetes pré-gestacional. A médica ressalta que mesmo não havendo histórico familiar é conduta normal solicitar esse exame. Geralmente, é realizado após jejum de oito horas.

Curva glicêmica:

Também ajuda a diagnosticar diabetes gestacional. Deve ser feito após a ingestão de 75 g de glicose, entre 24 e 28 semanas de gravidez. Se resultado for normal, pode ser repetido com 32 a 36 semanas de gestação.

Sorologias (IgG e IgM) para toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus

"Essas são as principais infecções que podem afetar o embrião", destaca. Esses exames são úteis para avaliar se a mãe já possui ou não anticorpos para estas infecções, o que protege o feto se ocorrer uma exposição materna destes agentes durante a gravidez. "No caso da rubéola, podemos orientar a vacinação da mãe caso o exame mostre que ela ainda não tem imunidade para o vírus".

Sorologia para Sífilis (VDRL)

Detecta uma possível infecção pelo Treponema Pallidum. Se houver suspeita (teste positivo), o médico pode solicitar exames mais específicos e realizar o tratamento o mais rápido possível.

Sorologia para HIV

Indica a presença do vírus HIV, que causa a AIDS. O exame requer autorização prévia da mãe.

Sorologia para hepatite B

"Se houver o diagnóstico de hepatite B na mãe, há a possibilidade de passar para o feto no parto", explica a especialista. Por isso, as atuais medidas de prevenção da transmissão do vírus da hepatite B para o bebê envolvem estratégias de imunização ativa (vacina para hepatite B) e passiva (imunoglobulina humana hiperimune) até 24 horas após o nascimento, e tem demonstrado alta eficácia na prevenção da transmissão vertical, reduzindo-a em cerca de 85% a 95% dos casos.

Sorologia para hepatite C

O exame detecta a presença destes vírus no organismo materno. A Dra. Viviane explica que a taxa de transmissão para o feto em geral está entre 4,3 a 5,0%. E, infelizmente, não há, até o momento, nenhuma técnica para reduzir o risco de transmissão para o bebê durante o parto.

Colposcopia, Colpocitologia oncótica (papanicolau) e cultura de secreção vaginal

Diagnostica possíveis infecções vaginais e lesões no colo uterino. O médico pode pedir testes mais específicos depois do exame ginecológico, como o para detectar a presença da bactéria clamídia, que muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode ser prejudicial a gravidez ou a fertilidade.

Exame de urina

Detectar alguma possível infecção urinária e outras doenças das vias urinárias.

Ultrassonografias

São importantes na avaliação do feto, tanto em relação a sua formação como também seu desenvolvimento e crescimento. As mais importantes são as ultrassonografias morfológicas, realizadas no primeiro trimestre, entre 11 e 14 semanas para rastreio de síndromes genéticas fetais e no segundo trimestre, entre 20 e 24 semanas para rastreio de malformações fetais.


Por Vila Mulher

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