E se não der para amamentar?

E se não der para amamentar

Foto: Fabrice Lerouge/Onoky/Corbis

Que o leite materno traz inúmeros benefícios ao bebê, não há dúvidas. Mas, infelizmente, nem toda mamãe consegue levar a amamentação até o sexto mês de vida da criança, período recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Seja qual for a razão, as dificuldades em amamentar podem trazer muita frustração na mulher. Isso ocorreu com a fonoaudióloga Danielle Mialich Rodrigues Moraes, 33 anos, mãe do Caio, de três meses. Ele mamou no peito nas duas primeiras semanas de vida, mas na terceira precisou de um complemento (mamadeira), pois a mãe tinha pouco leite e o bebê estava perdendo peso. "De três quilos e dez gramas ele ficou com dois quilos e trezentos", conta ela. Durante dois meses e meio Caio mamou no peito e na mamadeira. Depois desse período a mamadeira prevaleceu.

Danielle relata que a amamentação era seu grande sonho e não poder proporcionar o leite necessário ao pequeno Caio a deixou extremamente chateada. "Ele tinha muita vontade de sugar, mas a quantidade não era suficiente. Fiquei muito frustrada por não ter funcionado, porque sei dos benefícios para o bebê. Tomei alguns remédios para aumentar o volume, mas não adiantou. E, aos pouquinhos, ele foi largando o peito por causa do complemento", relembra.

Apesar disso, ela ainda coloca o filho no seio para ter o contato e sentir o cheiro de sua pele. "Tive que aceitar a desmama pelo benefício do meu filho, mas fiquei triste e chorei muito. No entanto, sempre dou a mamadeira com o mesmo carinho e cuidado como seu estivesse dando o meu seio", diz a fonoaudióloga. "Eu procuro sempre estar muito próxima dele, olhando para ele. E ele cobra quando me distraio olhando para outro lugar", completa.

No inicio, como conciliava a amamentação no peito com a mamadeira, Danielle relata que necessitou realizar alguns testes em bicos de mamadeiras para Caio não largar logo a mama. "Tinha tentado com uma marca top de mercado, só que como ele tem uma sucção muito forte e o bico sempre rasgava. Então, acabei oferecendo um bico importado que possui uma anatomia semelhante com a da mama feminina".

Agora que seu filho mama exclusivamente com a ajuda da mamadeira, Danielle diz que sente até um pouquinho de ciúmes quando alguém deseja alimentá-lo. "Às vezes a madrinha pede para dar a mamadeira ou o pai, mas acho que isso é uma obrigação minha. Se ele não pode mamar no seio, eu é que devo dar a mamadeira para manter o vínculo e o contato entre mãe e filho na mamada", explica.

Por Stefane Braga (MBPress)

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