Drenagem linfática na gravidez exige cuidado

Saiba dos riscos e benefícios da técnica
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Existem vários métodos para amenizar o inchaço durante a gravidez. Além de praticar atividades físicas e ter uma dieta balanceada, realizar drenagem linfática é a alternativa de algumas mamães. Mas cuidado, esta técnica deve ser realizada com muita cautela!

A técnica contribui para o bom funcionamento do sistema circulatório, além de ser uma possível solução para aliviar o chamado “peso” extra nas pernas. Mas não são todas as grávidas que podem fazer e não é autorizado em qualquer período da gestação – cada tipo de gravidez é um caso.

Independente de qualquer recomendação, é essencial que você converse com seu obstetra e só tente o tratamento depois do aval dele. “Considero que nem 10% das drenagens são realizadas de forma correta. Não existe nenhum estudo científico sobre o risco desse tratamento, então é preciso ter muito cuidado”, alerta o ginecologista e obstetra Abner Lobão, da Unifesp (SP).

Normalmente, terapeutas não qualificados e acostumados a massagear clientes que buscam resultados estéticos acham que a força emitida pelas mãos vai interferir no resultado alcançado, e isso para uma grávida pode ser perigo.

Uma drenagem linfática mal feita pode induzir o parto, se realizada a partir dos seis meses, ou favorecer um aborto, se feita até os três. Quando realizada por profissionais competentes, não oferece riscos à gestante.

É importante ressaltar que, apesar de parecer uma massagem simples e estar disponível até mesmo em salões de beleza, a drenagem exige um profissional qualificado, preferencialmente um fisioterapeuta.


Por Vila Mulher

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