Diástase: como se prevenir do afastamento do abdome na gravidez

Diástase como se prevenir do afastamento do abdome

Foto/Divulgação

Ela se tornou mãe há exatamente um ano e seis meses. E já se diz pronta para ter outro filho. "Por mim, engravido agora! E quero ter uma menina", disse Claudia Leitte recentemente para a revista Quem. A cantora passou muito bem pela gestação do pequeno Davi e pelo que já se viu ela não mudou em nada a sua boa forma. Claudia conseguiu perder os 12 quilos conquistados durante a gravidez e também voltou a ter a barriguinha de antes, mesmo com a diástase.

Assim como a cantora, muitas mamães sofrem desse mal, seja por conta da gestação ou do parto. "Durante o crescimento do bebê a barriga se estende, por isso acontece o afastamento dos retos abdominais no sentido vertical, desde a parte superior do abdome até abaixo do umbigo. Dessa forma, os músculos da parede do abdome ficam divididos ao meio", explica a fisioterapeuta Miriam Zanetti, diretora da Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher e coordenadora do curso de especialização de fisioterapia em obstetrícia da Unifesp.

Em muitos casos, os exercícios físicos, principalmente o Pilates, antes da gravidez são bastante benéficos, mas nem sempre são garantia de prevenção da diástase. Segundo a fisioterapeuta, quando o espaço é de até 3 cm, a barriga volta ao normal sem muitos problemas. "Acima desse intervalo, que pode chegar até 15 cm, é considerado patológico, e a diástase pode estar relacionada com três causas: gravidez gemelar (gêmeos), fetos microssômicos (com mais de 4 kg), ou quando há mais de dois ou três partos", diz. Além disso, alterações hormonais, essas responsáveis pelo relaxamento muscular, obesidade e a própria fraqueza da musculatura também estão relacionados.

Quando a gestante passou por uma cesariana, o diagnóstico da diástase chega a demorar 30 dias, quando é feita uma avaliação, pois há ainda cicatrizes por conta da cirurgia. Entretanto, no parto normal, apenas em dois dias é possível comprová-la e logo recorrer aos exercícios, não só por uma questão de estética, mas em razão das dores lombares, dificuldades respiratórias, lombalgia, entre outras conseqüências.

"Até cinco centímetros, os exercícios feitos primeiro com um profissional e depois em casa são bastante eficazes. Acima disso, nós indicamos a abdominoplastia", diz a fisioterapeuta. A cirurgia não deve ser feita logo após a cesária, pois há riscos de infecções. Durante a amamentação, ela também é bastante desconfortável. O ideal é aguardar pelo menos seis meses, quando a mulher já está voltando para o seu peso normal, assim não haverá o risco de a flacidez voltar, pois ela já emagreceu o necessário. Fora isso, também já permaneceu o período necessário para amamentação.

Ao contrário do que se imagina, o uso da cinta até pode contribui em alguns casos de diástase. "Mas geralmente ela é mais indicada para cicatrizes", acrescenta Zanetti que também lembra da importância dos exercícios do assoalho pélvico.


Assoalho pélvico

É durante a gestação que a musculatura do assoalho pélvico (osso púbico na frente até a base da espinha nas costas) que suporta além dos órgãos, o bebê, o novo útero, e toda a região que envolve a placenta e o cordão umbilical. Isso sem contar o aumento de peso, que varia entre 10 e 20 quilos conforme a gravidez. Quando são feitos os exercícios nessa região, geralmente a contração dos músculos, as dores lombares são menores. Também quando a musculatura dessa região está fortalecida, a recuperação do períneo (área entre a vagina e o ânus) é mais fácil após o parto normal, sem contar que durante o nascimento sem cirurgia, você terá mais força para empurrar o bebê.

Por Juliana Lopes

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