Diagnóstico Pré-Implantacional: como funciona?

Diagnóstico PréImplantacional como funciona

Foto: Hero/Corbis

Gerar filhos saudáveis é o desejo de qualquer mãe. Assim, cuidados com a alimentação e a prática de atividades físicas são alguns dos mecanismos usados por ela para que o feto se desenvolva de maneira sadia. E para alguns casais que recorrem à maternidade por meio da fertilização in vitro, existe ainda a chance de gerar filhos livres de doenças genéticas.

O procedimento conhecido como PGD (Pre-Implantational Genetic Diagnosis) ou Diagnóstico Pré-Implantacional, em tradução livre, consiste em fazer uma investigação nos embriões para saber quais deles são geneticamente normais.

"Primeiro faz-se uma Fertilização In-Vitro (FIV). Entre o terceiro e o quinto dia pós-fecundação, os embriões são submetidos à retirada de uma a duas células para serem estudadas. O procedimento não dura mais do que 24h, a fim de não comprometer a viabilidade do embrião", explica o pediatra geneticista Roberto Muller.

O PGD costuma ser indicado para os casais com risco de transmitir alterações cromossômicas ou doenças genéticas. Segundo o especialista, casais com idade mais avançada também são beneficiados pelo método, porque a idade compromete o aparelho de divisão celular, levando a um risco aumentado de alterações cromossômicas. A Síndrome de Down (três cromossomos no par 21, ao invés de apenas dois, como seria normal) é uma delas.


E é importante esclarecer que o método não evita, apenas diagnostica a doença existente no embrião. "No caso de haver alguma alteração, estes não são implantados na mãe. As indicações variam de idade avançada até alguma doença já detectada em algum familiar", conta Dr. Roberto.

Osembriões que não são implantados não podem ser descartados. Eles podem seguir dois caminhos a serem definidos pelos pais: congelados e estocados na clínica ou doados para pesquisa. "Estes procedimentos estão perfeitamente regulamentados e constam do código de ética médica e das normas do Conselho Federal de Medicina", afirma o pediatra geneticista.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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