Diabetes Gestacional

Diabetes Gestacional

A gravidez requer uma série de cuidados com o corpo da mulher, principalmente na questão do aumento de peso, este um dos responsáveis pela diabetes gestacional. Histórico na família, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual, ou gestações anteriores com bebês de mais de quatro quilos também são fatores de risco para desenvolver a doença.

Gestantes com mais de 35 anos também devem ficar atentas, pois a propensão é maior por causa de alterações na placenta. Estresse e cigarro também estão associados.

No Brasil, estima-se que cerca de 90 mil grávidas desenvolvem este tipo de diabetes, que acontece principalmente no segundo trimestre da gravidez. Apesar de ela regredir por conta própria existe a possibilidade de afetar mãe e bebê, e causar a morte do feto ou neonatal.

Por se tratar de uma doença que muitas vezes seus sintomas se confudem com outras, em geral - sede, urina em excesso, inchaço, vômitos incontroláveis, visão turva, fadiga crônica e infecções na bexiga ou na vagina-, especialistas logo indicam o teste de tolerância à glicose na primeira visita do pré-natal, além do acompanhamento entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez.

Durante o tratamento, as visitas ao médico são mais freqüentes. No início, a cada três semanas; depois da 28ª semana, a cada duas semanas; e a partir da 36ª, toda semana. A futura mamãe controla a alimentação não apenas eliminando doces ou chocolate, mas também reduzindo a quantidade de carboidratos, que se transformam em açúcar no sangue. Se, mesmo assim, o tratamento não acontecer como o esperado, o médico sugere a aplicação de insulina e ainda o controle da glicemia cerca de duas a três vezes por dia.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o tratamento é indicado quando as taxas de glicose em jejum fiquem acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl. É comum que a resistência à insulina atinja o auge durante o terceiro trimestre.

O órgão explica que o principal objetivo do tratamento é diminuir o peso do bebê e evitar a queda do açúcar no nascimento. Segundo o obstetra, quando está no útero materno, a criança vive em regime de alta glicemia. O excesso do açúcar no sangue da mãe faz com que ela e o bebê fiquem acima do peso ideal, o que pode causar problemas para ambos na hora do parto ou até aborto espontâneo.

“Após o nascimento, o recém-nascido de mãe com diabetes gestacional precisa de cuidadosa avaliação no berçário. Existem ocorrências em que o bebê apresenta icterícia (aspecto com pele amarelada) por imaturidade das funções do fígado. Ele pode, também, apresentar problemas respiratórios e, muito freqüentemente, hipoglicemia - quando o nível de glicose fica muito baixo no sangue”.

O obstetra acrescenta que a diabetes na gestação também pode repercutir na infância e adolescência. Para a mãe, o mesmo poderá acontecer. Como a diabetes gestacional ocorre logo no início da gravidez, existe a possibilidade de a mãe a tivesse antes da gestação. Na opinião da instituição, as mulheres devem avaliar as taxas de glicose após o parto não só por esse motivo, mas também pela semelhança dessa diabetes com a do tipo 2.

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Para prevenir e controlar a doença, o ideal é manter atividades físicas regulares que ajudam o sistema imunológico, alimentação saudável evitando doces, gorduras e excesso de carboidratos, controlar o humor e fazer exames periódicos. "A abordagem da doença deve ser multidisciplinar e humanizada, com dedicação do obstetra, endocrinologista, psicólogo, enfermeira, bioquímico e nutricionista", finaliza o obstetra.

Por Juliana Lopes

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