Cirurgia bariátrica auxilia ao sonho de ser mãe

Emagrecer

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De acordo com dados do Ministério da Saúde, 18% das mulheres brasileiras têm obesidade . A doença causa complicações sérias que afetam diretamente o sonho de ser mãe. O excesso de peso e a obesidade prejudicam a fertilidade feminina e podem comprometer a gestação. Estudos também apontam que engravidar com grande excesso de peso aumenta os riscos de a criança sofrer com o mesmo problema.

O tratamento cirúrgico da obesidade diminui as chances de que a futura mãe tenha diabetes gestacional, eclâmpsia, parto prematuro ou até mesmo aborto espontâneo.

Cirurgia bariátrica

Por promover uma mudança de estilo de vida e tratar a obesidade, a cirurgia bariátrica permite que mulheres possam engravidar com mais facilidade e ter uma gravidez mais segura e saudável.

Segundo Josefina Matielli, endocrinologista da SBCBM - Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o procedimento pode ser indicado sem problemas, mas ressalta que é preciso avaliar bem a decisão e ter comprometimento para que os resultados sejam satisfatórios.

"A cirurgia melhora as condições para a gestação, mas não é uma solução mágica. As mulheres precisam se informar, falar com seu obstetra e estarem cientes de que deverão seguir as recomendações médicas para que os benefícios da operação sejam reais", explica a Dra. Josefina, que ressalta ainda que é preciso acompanhamento médico contínuo e uma mudança no estilo de vida com dieta balanceada e uso de suplementos.

As mulheres que realizarem cirurgia bariátrica só poderão engravidar de forma segura após o primeiro ou segundo ano da operação. Este é o tempo que o corpo leva para se acostumar a sua nova realidade. Pelo aumento da fertilidade após a cirurgia bariátrica, é preciso evitar surpresas indesejáveis durante este período. A endocrinologista afirma que é preciso redobrar os cuidados na hora de manter relações sexuais.

Gestações em sequência

"A cirurgia bariátrica é, sem dúvida nenhuma, uma opção para quem quer engravidar". A frase é de Érika Ramos, que recebeu duas surpresas, em 2011 e 2012: suas duas filhas chegaram ao mundo após a secretária executiva fazer uma cirurgia bariátrica em 2005 para melhorar a qualidade de vida. Érika, que já era obesa, engordou 26 quilos após a gestação de seu primeiro filho, de 12 anos. "Meus hormônios ficaram em ordem após a cirurgia e foi só eu parar de tomar a pílula que aconteceu", conta.

Simone Yoshida é outro exemplo. A dona de casa teve o primeiro filho em 2001 e engordou 24 quilos durante a gestação, chegando à condição de obesidade. Como sempre teve vontade de ter mais um filho, buscou diversos tratamentos para emagrecer sem sucesso. "Eu não queria passar pela mesma situação da primeira gravidez em que eu engordei muito e desenvolvi hipotireoidismo. Lembro que ia dirigindo fazer os exames e ficava constrangida porque minha barriga era tão grande que ficava a dois dedos do volante e o manobrista do laboratório me advertia que eu não poderia dirigir", relata.

Ao contrário de Érika, Simone teve que insistir um pouco mais para engravidar. A segunda gestação foi livre de constrangimentos, pois a dona de casa engordou apenas 9 quilos e sem nenhuma complicação. "Eu diria para mulheres que desejam fazer a cirurgia para não terem medo de mudar a rotina. É algo para melhor, só que é preciso seguir rigorosamente as orientações médicas e a suplementação alimentar", completa.


Por Vila Mulher

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