Campanha pelo parto normal

campanha pelo parto normal

O parto, exceto os que representam alto risco para a mãe ou para o bebê, deve ser um acontecimento natural. Embora muitas mães insistam em não acreditar, o parto normal é seguro, a recuperação é imediata, a amamentação instantânea, além de não deixa cicatriz e proporcionar maior interação entre a mãe e o bebê.

O Brasil tem registrado o segundo maior índice de cesarianas do mundo. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice deveria estar entre 10% e 15%. Muitas entidades têm trabalhado para conscientizar a classe médica e as mães, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), por exemplo está promovendo o projeto Parto É Normal. A campanha inclui a entrega de delicado pingente folheado a ouro para as gestantes que optarem pelo parto normal.

Não é preciso ser expert para perceber que muitas cesarianas são medicamente desnecessárias. Fato absurdo, pois segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), as cesáreas acarretam quatro vezes mais risco de infecção pós-parto, três vezes mais risco de mortalidade e morbidade materna, além de aumento dos riscos de prematuridade e mortalidade neonatal.

“As possíveis explicações para a “epidemia de cesarianas” são as conveniências de tempo e financeiras para o profissional médico, o modelo de organização da assistência obstétrica no país, a falta de leitos nos pré-partos dos hospitais, a cultura da “cesariana a pedido da mãe” e a possibilidade de realização concomitante de ligadura de trompas durante a cirurgia. Muitas mulheres associam o parto vaginal à dor e desconhecem o fato de que é possível utilizar anestesia/analgesia durante o processo”, conta a Dra. Isabella V. de Oliveira, ginecologista do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento Médico do Grupo Medial Saúde.

“Programar o nascimento sem nem mesmo deixar a gestante entrar em trabalho de parto é transformar o parto normal, um ato fisiológico, num ato operatório - o parto cesáreo. Mulheres que dão à luz por meio de parto vaginal/normal têm mais facilidade no início da amamentação, pois estímulos hormonais naturalmente se encarregam de fazer o leite descer”, explica Dra. Isabella.

Por Karina Conde

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