Barriga de aluguel - tire as suas dúvidas

Barriga de aluguel no Brasil

Foto: Dreams Time

O Conselho Federal de Medicina permite que a técnica seja realizada por parentes de até segundo grau, mas sem vínculo comercial ou financeiro, ao contrário de outros países. Denominada de maternidade substitutiva ou útero de substituição, a barriga de aluguel trata-se de um procedimento em que uma mulher engravida para outra, fazendo o papel de "mãe substituta", se dispondo a gerar o embrião, em razão da infertilidade de outra mulher.

Para que um casal recorra a esta técnica, um dos aspectos é que a futura mãe de aluguel não possa engravidar, seja por não ter um útero, ou por apresentar alguma anormalidade no órgão. Questões relacionadas à saúde ou até mesmo risco de morte também contemplam as orientações médicas.

O Dr. Fernando Prado, especialista em reprodução humana do Grupo Huntington, lembra que "útero de substituição" é eticamente aceitável se for indicado por questões médicas. "Todas as partes envolvidas devem ter todos os processos do tratamento devidamente esclarecidos, com informações sobre possíveis riscos e efeitos do procedimento", destacou.

Se o casal pretende fazer uma barriga de aluguel, é bom observar estas dicas:

1. Em primeiro lugar, é preciso analisar todas as alternativas de tratamento;

2. Avaliar a possibilidade de adoção ao invés do útero de substituição;

3. Discutir os limites de sucesso da técnica e as implicações de não ter filhos no futuro;

4. Conhecer a totalidade dos custos do tratamento;

5. Avaliar os potenciais riscos psicológicos do bebê, a curto e longo prazo;


6. Ter ciência da possibilidade da mãe substituta não entregar a criança após o nascimento e ponderar sobre o grau de envolvimento que a ela e sua família possam querer ter com o bebê;

7. Buscar aconselhamento jurídico.

Por Catharina Apolinário

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