Atores defendem o direito da mulher sobre seu corpo

A campanha "Meu corpo, Minhas regras" é uma resposta aos comentários com teor de ódio que a página do filme "Olmo e a Gaivota"
Meu Corpo, Minhas Regras

O vídeo genial chama o público a refletir sobre aborto e maternidade. Foto - Divulgação

Um documentário. Uma temática. Dois seres. Afinal, o que é ser uma mulher? Precisa ser mãe para ser fêmea completa, realizada e com "M" maiúsculo? E se você não quiser? Para falar sobre este tabu milenar, o documentário "Olmo e a Gaivota" narra essa jornada complicada e conflituosa da mulher que, de uma hora pra outra, percebe-se carregando outra vida dentro de si. Trata-se de um filme inspirador que não mostra a gravidez como aquele momento sublime que o cinema, as novelas e a literatura pintam.


O filme de Petra Costa (de Elena) e da dinamarquesa Lea Glob, ganhou, graças ao seu roteiro brilhante e falas viscerais o prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio de 2015. Mas a polêmica mesmo veio após o discurso de Petra, onde ela disse: "Em breve eu espero que no Brasil toda a mulher tenha soberania total sobre o próprio corpo".

O problema é que após a divulgação a página do filme no Facebook recebeu diversos comentários machistas e incitando o ódio. Foi aí que a diretora lançou a campanha "Meu corpo, Minhas regras". Com participação de diversos atores como Julia Lemmertz, Bruna Linzmeyer, Alexandre Borges, Barbara Paz e Nanda Costa. 

O vídeo mostra justamente o quanto a gravidez ainda é um tabu e chama o público para o seguinte questionamento: o que é ser mulher? Se interessou pelo filme? Confira o trailer:

Por Thamirys Teixeira

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