Aleitamento materno: tempo médio cresce para 11 meses

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Aleitamento materno tempo médio cresce para 11 mes

Na semana em que foi lançada a Campanha do Aleitamento Materno, pelo Ministério da Saúde, uma pesquisa elaborada pela instituição revela dados bastante animadores em relação à amamentação no Brasil. Em nove anos, entre 1999 e 2008, o tempo médio de aleitamento materno aumentou de 296 para 342 dias (mais de 11 meses) nas capitais brasileiras e no Distrito Federal. Já quando o assunto é o Aleitamento Materno Exclusivo (AME), quando não há inclusão de outros líquidos ou alimentos, em crianças menores de quatro meses há também uma boa notícia. Em 1999, apenas era de 35%, passando para 52%, em 2008.

As altas taxas de mortalidade entre bebês na década de 70 foram associadas ao pequeno período de aleitamento materno - 2,5 meses em média. Entretanto, nos últimos anos, a conscientização dos profissionais e das próprias mães, incentivadas de várias formas, contribuiu para que os bebês recebessem o alimento mais indicado nos primeiros meses de vida.

Entre as cidades pesquisadas Belém foi a capital com o maior índice de aleitamento materno exclusivo em crianças menores de 6 meses; Macapá apresenta a maior duração de aleitamento materno; Campo Grande é quem mais avançou nos índices de aleitamento materno exclusivo; e São Luis, por sua vez, tem os melhores dados de aleitamento materno na primeira hora de vida.

“A ideia é que esses dados forneçam subsídios para o planejamento e avaliação da Política Nacional de Aleitamento Materno em todas as esferas de gestão. Além disso, poderá orientar ações de grupos e organizações não-governamentais que atuam na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno”, explica Lilian Córdova do Espírito Santo, assessora para Assuntos Relacionados ao Aleitamento Materno, da Área Técnica de Saúde da Criança.

Por trás da pesquisa também foi observado o comportamento da inserção da mulher no mercado de trabalho. Mulheres em licença-maternidade amamentam mais que as outras. Assim, a ampliação para seis meses é uma forma de também incentivar a extensão do tempo da amamentação exclusiva.


O estudo chegou a conclusção de que agora é necessário também enfrentar outros desafios. De acordo com Elsa, existe também a necessidade de promover hábitos saudáveis em relação à alimentação de forma geral, não apenas a amamentação, sobretudo no primeiro ano de vida.

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