Abortos logo no primeiro trimestre

Abortos logo no primeiro trimestre

O aborto logo no primeiro trimestre de gestação é mais comum do que se pensa. Segundo Dra. Patrícia Varella, na grande maioria dos casos, não se consegue determinar a causa, embora dados revelem que entre 50 e 60% dos casos de interrupção gestacional ocorrem por alteração genética ou cromossômica do embrião, e quanto mais precoce for a perda da gestação, mais provável essa causa.

Ainda há outras causas a serem consideradas, e entre elas podemos citar: infecções maternas, alterações endocrinológicas da mulher, como insuficiência de corpo lúteo (pouca progesterona) e presença de anticorpos antitireoideanos. "Existem, também, as causas de fatores imunológicos autoimunes e/ou aloimunes", acrescenta a médica. Neste caso, ocorre um processo de rejeição do feto pelo sistema imunológico da mãe.

Há ainda fatores anatômicos como útero bicorno (membrana dividindo o útero em dois lados), septado (uma ‘parede’ no meio do útero) e didelfo (quando o útero tem duas cavidades internas, uma leva a um colo do útero e a outra a uma vagina).

Uma grande preocupação após o aborto é se a mulher poderá engravidar novamente e, na maioria dos casos, poderá sim. "O aborto diminui as chances de a mulher engravidar novamente em apenas 20% dos casos, aumentando o índice conforme a idade da mulher", diz a Dra. Patrícia Varella. Portando, em abortamento espontâneo completo ou com curetagem, se houver o desejo de engravidar novamente, é sugerido que a mulher possa vir a tentar nova gestação após uma nova menstruação espontânea completa, ou seja, após cerca de dois meses.

Os cuidados necessários para evitar o aborto seria o uso de ácido fólico 5 mg/dia além de ter uma vida saudável. "Não fumar, controlar o peso, evitar uso de medicações, não usar drogas e combater o stress", enumera Dra. Patrícia.


Em mulheres com história prévia de abortamento ou com sangramento na gravidez (ameaça de abortamento) é recomendada uma pesquisa mínima de fator desencadeante e que se use progesterona via vaginal diária. "Em casos em que for diagnosticada uma causa autoimune, podem ser usados anticoagulantes subcutâneos após ou ao longo da gestação" conclui a especialista.

Por Adriana Massini (MBPress)

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