A importância do pré-natal

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Prénatal

Gravidez não é doença, mas merece cuidados especiais. Mesmo que aparentemente você seja uma pessoa saudável, o pré-natal é super importante durante a gestação. É através dele que são feitos os exames necessários para seu bebê se desenvolver em plenas condições de saúde e você se mantenha bem até a hora do parto.

Mais do que isso. É uma vigilância cuidadosa de todas as mudanças e adaptações do organismo da mãe e do desenvolvimento do bebê durante a gravidez, permitindo que os profissionais da saúde interfiram, positivamente, no desenvolvimento da gestação, conforme o obstetra André de Paula Branco.

"O pré-natal funciona como um orientador de assuntos diversos, como higiene, vestuário, consumo de álcool e cigarro, nutrição e sexualidade, durante o período gestacional. Sendo assim, este monitoramento se torna um verdadeiro guia que abrange vários aspectos biológicos e sociais", diz o médico.

Na opinião da obstetra Adriane Fischer Ramos, o pré-natal não só apenas garante um bom desfecho às gestações de baixo risco. É através dos exames que também se consegue antecipar tratamentos para as gestações de alto risco. "Se for realizado de forma correta, os exames previnem, por exemplo, o ganho de peso excessivo e, até mesmo, a temida diabetes gestacional. Além disso, durante o acompanhamento, a mãe tem acesso a informações fundamentais, como formas de se manter confortável e estimulação do bico do seio", acrescenta.

Um problema bastante comum nessa fase é em relação à alimentação. Conforme a obstetra é durante as consultas que o médico consegue orientar as gestantes sobre os melhores hábitos, já corrigidos nessa fase, ou sobre a necessidade da complementação vitamínica, uma forma de evitar o nascimento de crianças desnutridas ou mesmo a obesidade materna, uma das causas da diabetes gestacional.

"A gestante, muitas vezes, precisa passar por uma reeducação alimentar. Desta forma, ela irá alimentar-se de maneira saudável, driblando problemas gastrointestinais como as náuseas, constipações intestinais e queimações gástricas. Além disso, este controle alimentar permite a manutenção da pressão arterial e evita, entre outros, o sobrepeso", completa Branco.

Os dois especialistas ressaltam que o pré-natal deve começar logo que a gravidez for confirmada. A freqüência das visitas vai depender da exigência de cada caso. "O médico responsável pelo acompanhamento pré-natal tem a liberdade para alterar as datas, baseado nas necessidades de cada paciente, assim como repetir os exames quando for preciso".

Após confirmada a gestação, a mulher deve fazer vários exames de sangue, para que se observe a possibilidade de alguma deles prejudicar o desenvolvimento do feto.

• Anti-HIV: para detectar a infecção por esse vírus (vírus da AIDS). Isso é importante porque existem medicamentos que se utilizados de maneira correta e no momento certo podem reduzir bastante o risco de transmissão do vírus para o bebê;

• Exame de sífilis: essa doença é causada por uma bactéria e pode ser transmitida ao bebê, podendo causar malformações;

• Exame de toxoplasmose: doença, causada por um protozoário, que pode ser transmitida ao feto;

• Exame de rubéola: doença viral, que pode levar ao aborto e problemas de formação do feto;

• Exame de urina e urocultura: A possível ocorrência de infecção urinária, durante a gestação, pode aumentar o risco de parto prematuro e de infecções;

• Exame de hepatite B: caso a mãe seja portadora do vírus, existem procedimentos que devem ser colocados em prática para reduzir a transmissão do mesmo para o bebê;

• Ultrasonografia (US): realizada, de preferência, duas vezes durante a gravidez, a ultrasonografia avalia a idade gestacional e o desenvolvimento do bebê. Nos casos de gestação de alto risco, o monitoramento deve ser repetido com maior frequência;

• Glicemia: avalia a presença da diabetes gestacional.


"As mulheres devem estabelecer uma boa relação com seu obstetra. Dessa forma, as dúvidas são sanadas e a ansiedade diminui. A gestante deve frequentar cursos, apropriados para grávidas, que são importantes para auxiliar o acompanhamento da gestação e, até mesmo, desfazer algumas crenças populares que possam prejudicá-la. Além disso, lembrar da dieta balanceada, atividade física orientada pelo médico, assiduidade nas consultas de pré-natal e, principalmente, responsabilidade em seguir as orientações médicas. O mais importante é curtir essa fase tão especial", finaliza Ramos.

Por Juliana Lopes

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