1 em cada 10 gestantes fumam: hábito prejudica o bebê

1 em cada 10 gestantes fumam hábito prejudica o be

Foto: Dreamstime

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que pelo menos uma mulher fumante dá a luz por dia na maternidade estadual Interlagos da zona sul, uma das maiores do Estado. O número é importante, já que o hábito pode prejudicar muito os bebês.

A diretora clínica da maternidade estadual, Rita de Cássia Silva Calabresi, afirma que com o cigarro, as grávidas perdem um pouco de sua capacidade pulmonar, que já é limitada por conta do crescimento da barriga e os bebês podem sofrer danos ao peso e nascer de partos prematuros. "A nicotina passa pela placenta, criando placas que dificultam a troca de nutrientes entre mãe e filho", explicou.

Caso haja uso excessivo durante as primeiras 12 semanas, a especialista ainda alerta ao perigo da malformação do feto. A médica explica que a transmissão de partículas de nicotina durante a gravidez pode diminuir os reflexos respiratórios do recém-nascido e agravar o risco de infecções respiratórias, potencializando a probabilidade de morte súbita.


Segundo a especialista, o cigarro está relacionado ao desenvolvimento de outros problemas de saúde infantil, como doenças cardíacas, respiratórias e até o autismo. Existem pesquisas que apontam que o tabagismo durante a gestação está diretamente ligado à ocorrência de depressão, ansiedade e agressividade em crianças.

"Vale ressaltar que o tabagismo também deve ser descartado durante o período de amamentação, uma vez que 1% de tudo que é consumido pela mãe é transmitido pelo leite, incluindo a nicotina", afirmou.

Por Catharina Apolinário

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