William Shakespeare para crianças

William Shakespeare para crianças

“O Príncipe da Dinamarca”. Foto João Caldas/Divulgação

Mais do que vontade, Angelo Brandini tem o dom de trazer alegria! Integrante do Doutores da Alegria desde 1994, grupo no qual hoje é Coordenador Nacional de Criação, Angelo se tornou um autor e diretor de peças infanto-juvenis premiadas como "Othelito" (Prêmio APCA, 2007 de Melhor Texto Adaptado, Melhor Espetáculo do Cultura Inglesa Festival 2007, Melhor Texto Adaptado pelo Prêmio FEMSA, 2007) e "O Bobo do Rei" (Prêmio FEMSA 2010 de Melhor Direção), duas peças adaptadas dos clássico shakespearianos "Otelo" e "Rei Lear".

Como se não bastasse o sucesso de suas duas adaptações, Brandini se aventurou um pouco mais na literatura gregoriana de Shakespeare e adaptou "Hamlet". Batizada de "O Príncipe da Dinamarca", a peça trás toda a essência de "Hamlet" de uma maneira divertida e com um toque de palhaço! Isso porque a história é abordada por palhaços, além de boa parte do elenco ser formada por membros do Doutores da Alegria.

"O maior desafio é manter a essência e ao mesmo tempo torná-la palatável para as crianças. A mudança em si foi ter que mexer no tempo da história, que no caso do Hamlet são quatro horas e para crianças deve ser no máximo uma hora. É só o jeito de contar que muda. Nesta versão, o príncipe ganhou uma pitada de comédia, pois tem o lado palhaço", explica Angelo Brandini.

Assim é fácil atrair a criançada e encantar os marmanjos! "Sempre conto as histórias adaptadas como se fosse um palhaço", diz o diretor, revelando o segredo para o sucesso da peça que já começa com morte, mas também com brincadeira. A história engata quando dois coveiros em uma noite escura encontram as caveirinhas dos personagens de Hamlet e decidem representar o clássico de Shakespeare.


Pode até começar com noite escura, com coveiros e com personagens mortos, mas o diretor afirma que não há problema em mostrar isso para as crianças. "Isso está na maneira que se conta a história. A morte depende de como você fala dela, se fala como algo terrível ela se torna terrível, se conta de uma maneira diferente pode ser engraçada... Se contar de uma maneira pesada, a criança terá medo, caso contrário ela se sentirá confortável com isso", diz Angelo. E garante: "A história está sendo abordada de uma maneira muito leve."

Por Adriana Massini (MBPress)

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