Você já conversou sobre "sexting" com seus filhos?

Filhos e o sexo via SMS

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Talvez você já tenha ouvido falar do termo "sexting". Ele é a junção das palavras em inglês "texting" e "sex", o que na prática significa o envio de mensagens de texto com conteúdo sexual explícito - e isso inclui fotos.

O sexting é mais comum do que se imagina: 1 em cada 5 estudantes do ensino médio possuem esse hábito, de acordo com estudo publicado pelo periódico médico Pediatrics. Dos 1.285 estudantes de Los Angeles entrevistados, com idade entre 10 e 15 anos, 20% já receberam ao menos uma sext, enquanto que 5% afirmaram ter enviado ao menos uma sext.

O alerta é que esse tipo de prática está cada vez mais comum entre os pré-adolescentes - antes mesmo de qualquer conversa prévia com os pais. "Muito frequentemente é a imagem ou o sexo que está indo de encontro com estudantes antes de qualquer outro tipo de conversa ou educação" feita pelos pais, afirma o conselheiro sexual Ian Kerner à CNN.

A prática do sexting pode levar os jovens a ter cada vez mais cedo uma vida sexual ativa, e influenciar diretamente o comportamento sexual deles. De acordo com a pesquisa, aqueles que praticavam o sexting tinham 6 vezes mais chance de ter relações sexuais do que aqueles que nunca receberam uma sext - e o mais preocupante, aqueles que enviam e recebem esse tipo de mensagem são mais propensos a ter relações desprotegidas.

Geração tecnológica

De acordo com Kerner, a tecnologia com certeza tem um papel amplificador nessa fase de descobertas da adolescência. "Se você pensar sobre as gerações anteriores, era muito mais difícil o acesso, e muito menos compartilhado, às imagens sexuais."

Por isso é importante que uma conversa franca seja feita com o seu filho o quanto antes, de preferência assim que ele tiver acesso a um smartphone. "A maioria das crianças de ensino médio vai ter um celular ou o acesso regular a um, e muitos irão enviar várias, se não centenas, de textos por dia", afirmou Yolanda Evans, uma pediatra do Hospital infantil de Seattle.

Já que jovens e tecnologia são duas coisas que nos dias atuais não andam separadas, os pais terão que se adaptar e continuar a alertar e orientar seus rebentos com relação à sexualidade (mesmo que virtual).


Por Tissiane Vicentin

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