Você guardou os brinquedos de infância para dar aos seus filhos?

Brinquedos de pai para filho

Foto: Hero/Corbis

Genius, boca rica, pogobol, banco imobiliário, cubo mágico e muitos outros brinquedinhos distraíam-nos e exercitavam a nossa mente quando éramos crianças. Mas apesar do sucesso na época, alguns deles não são mais fabricados pelas marcas especializadas.

Por este motivo, muitos adultos conservaram ou reformaram os brinquedos de sua infância para distribuir aos filhos. Isso porque os brinquedos atuais nem sempre estimulam a imaginação e a criatividade da criança como os de antigamente.

A secretária Rosemary Oliveira, 42 anos, afirma que a relação das crianças com os brinquedos convencionais é totalmente diferente da afinidade que ela tinha com os da sua infância. "Eu tinha coisas que amava e eu não desgrudava das minhas bonecas. Aliás, eu era quem criava as peças de roupas das minhas bonecas. Não existia um guarda-roupa da Barbie como hoje", diz.

Ela que é mãe de Lucas Nicodemos, de 11 anos, acredita que o motivo para a falta de interesse dos pequenos por brinquedos convencionais é decorrente do excesso de tecnologias. "Digo isso por exemplo do meu filho. Quando era menor ele brincava um pouquinho e logo abandonava aquele jogo ou carrinho. Agora ele está distraído com o videogame, celular e com a internet."

Para fazer com que o filho saísse um pouco do convívio com a tecnologia, uma solução que Rosemary e o esposo, Marcos Nicodemos, 40 anos, encontraram foi tirar do fundo do baú o motorama. "Esse brinquedo era do Marcos. A ideia partiu da minha sogra, pois ela tinha guardado o brinquedo há muito tempo. Marcos concordou e decidiu fazer um agrado ao filho", relata ela.

O brinquedo foi entregue a Lucas quando ele já tinha nove anos, idade suficiente para ter cuidado com a peça. Para o menino interessar-se pela peça o pai participou das brincadeiras. "No início ele gostou muito do brinquedo. Vivia divertindo-se com ele e o pai. Mas depois de um determinado tempo, perdeu o interesse. Acho que isso acontece com a maioria das crianças", descreve.

Entretanto, não foi algo que chateou a ela e ao esposo. "Não tem como disputar com o computador e o videogame, pois as crianças desta geração não encontram algo que as cativem nos brinquedos antigos", opina Rosemary. "Mas o importante é que ele esteja se divertindo e interagindo de alguma maneira com os itens ou ‘brinquedos’ que lhe trazem o brilho nos olhos e a felicidade", concluiu.

Por Stefane Braga (MBPress)

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