Vacinação para bebês e crianças

Vacinação para bebês e crianças

Na volta às aulas, os pais devem também se preocupar com a saúde dos pequenos e atualizar as doses das vacinas, afinal, as crianças passam muito tempo dentro de salas fechadas, portanto, as possibilidade delas contraírem doenças infectocontagiosas são maiores.

"Os pais costumam dar muita atenção à vacinação quando os filhos ainda são bebês. Mas, quando a criança entra em idade escolar, alguns pais se descuidam e acabam perdendo as datas de reforços importantes", explica Jorge Huberman, neonatologista e pediatra do Hospital Albert Einstein e do Instituto Saúde Plena, que indica os reforços para cada idade:

- Tríplice bacteriana (DTP ou DTPa): reforço aos 4 e aos 5 anos da criança;

- Poliomielite (vírus inativados): reforço aos 4 e aos 5 anos da criança;

- Influenza (gripe): reforço anual;

- Poliomielite oral (vírus vivos atenuados): para essa vacina há os dias nacionais de vacinação comunicados pelo governo;

- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): a segunda dose deve ser dada aos 4 e aos 5 anos de idade;

- Varicela (catapora): segunda dose aos 4 anos de idade.

No caso dos bebês, o Ministério da Saúde tem uma boa notícia. No calendário de vacinação, duas novas vacinas (a pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo C) serão oferecidas pelo Sistema Único de Saúde. A partir de março, menores de dois anos poderão se proteger contra a bactéria pneumococo, causadora de meningites e pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia (presença de bactérias no sangue), entre outras doenças. A segunda será aplicada a partir de agosto e imuniza contra a doença meningocócica.

A partir de 2011, elas farão parte do calendário básico de vacinação da criança específico para os menores de um ano. Depois de cinco anos do início dos novos programas de vacinação, em 2015, a previsão é sejam evitadas cerca de 45 mil internações por pneumonia por ano em todo o Brasil. Com isso, a média dessas internações por ano cairá de 54.427 para 9.185, uma redução de 83%.


"As inclusões das vacinas são um grande avanço para a saúde pública brasileira. Os imunizantes vão proteger a população contra doenças de grande e vão contribuir para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro", finaliza o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério, Eduardo Hage.

(Fonte: Associação Brasileira de Imunizações (SBIm) - 2009)

Por Juliana Lopes

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