Uniformes escolares: da saia plissada ao moletom

Uniformes escolares

Foto: Hemant Mehta /India Picture/Corbis

Os pequenos lidam bem com eles, mas os adolescentes são bastante avessos aos uniformes. Desde sua implantação nos colégios, no meio do século 19, até hoje em dia, os trajes específicos para vivência escolar vêm sofrendo diversas mudanças, mas ainda assim continuam sendo rejeitados pelos jovens que desejam se destacar na multidão.

Itamara Teixeira Barra, coordenadora Pedagógica do Colégio Nossa Senhora do Morumbi, aponta as mudanças: "Penso que a maior diferença é que hoje as instituições levam em conta o que é confortável e o que de fato os jovens gostam de usar. Porém, a obrigatoriedade do uso de uniforme já é, em si mesma, uma regra que muitos adolescentes e crianças queiram quebrar. O que é natural".

Apesar da contrariedade dos alunos, é bom lembrar que o vestuário padronizado visa criar sua identificação dentro e fora do colégio, inclusive para acidentes e incidentes que possam ocorrer além dos limites dos portões. Vemos que o uniforme funciona como um crachá, tornando-se quase peça necessária para, principalmente, a segurança dos que o utilizam.

Mesmo sabendo da importância do uniforme, muitos adolescentes, principalmente as garotas, insistem em burlar as regras e customizar seus trajes, seja bordando algo nas barras das camisetas ou costurando algum detalhe na altura do bolso. Diminuir o comprimento do shorts ou da saia também virou moda. A prática, no entanto, descaracteriza o uniforme do aluno, que perde sua identidade em relação à escola.

Ao invés de lutar contra a maré, procure incentivar seus filhos a inovar no visual por meio dos acessórios. Uma bolsa diferente ou um acessório nos cabelos, por exemplo, pode ser exatamente o que a ela estava procurando!

Com inspiração nas fardas militares, os uniformes escolares antigos traziam tecidos grossos, que pouco favoreciam a mobilidade e a evaporação do suor. Além disso, os calçados - também unificados - não eram nada parecidos com os tênis usados hoje em dia. As garotas usavam sapatilhas, saias e terninhos. Era como se já tivessem virado mulheres e estivessem indo a um dia de trabalho.

Se antes os uniformes eram padronizados, hoje em dia as opções são razoáveis. Garotos podem optar por calças e bermudas de moletom ou tactel, blusas de moletom, casacos de nylon ou camisetas de algodão. Já as garotas têm as opções de short saias, calças bailarinas ou de moletom, blusas de moletom, casacos de nylon e camisetas de algodão com corte tradicional ou baby look.

Liberdade de escolha

E eis um conceito interessante a ser analisado em relação ao passado. Em algumas escolas, alunos do Ensino Médio, como do Colégio Nossa Senhora do Morumbi, por exemplo, têm a opção de não utilizar o uniforme escolar, se bem quiserem.

O motivo? Itamara explica: "Consideramos ser importante que os jovens tenham a vivência da adequação do vestuário que utilizam em diversas situações. As roupas que utilizam para assistir aula ou, em um futuro próximo, para ir trabalhar são bem diferentes das que utilizam para ir a uma festa, ao cinema, ao clube, etc.".

Deixar que os jovens fiquem livres para escolher seu visual pode ser benéfico para que aprendam a se vestir quando não houver a imposição de um uniforme. Obrigatórios ou facultativos, você já pensou no uniforme de seus filhos? É melhor não deixar para a última hora. Vai que eles resolvem não gostar do modelito e você precisa correr para trocar?

*Serviço: Itamara Teixeira Barra, coordenadora Pedagógica do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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